Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia, atriz. Estreias em 2017: “Onde Quer Que Você Esteja” (longa da Macondo Filmes/SP); “Causa Mortis” (curta da LRJ Filmes/PE), “Sob Pressão” (série da Rede Globo/ direção: Andrucha Waddington) e “África da Sorte” (série da TV Brasil/direção: Renata Pinheiro). Brenda está nos longas "Todas as Cores da Noite" (Pedro Severien), "As Melhores Coisas do Mundo" (Laís Bodanzky), "Sangue Azul" (Lírio Ferreira), "Bruna Surfistinha" (Marcus Baldini). Atuou nas séries de televisão "A Mulher do Prefeito" (Rede Globo), "Beleza S/A" (GNT), "9mm SP" (Fox), "Somos Um Só" (TV Cultura). Também é apresentadora e videomaker (roteiriza, dirige e monta curtas autorais). Protagonizou diversos comerciais e videoclipes musicais. Estudou no Teatro Escola Macunaíma/SP; atuou em comédias, musicais, infantis e dramas. Foi dirigida por Wagner Moura na leitura dramática do espetáculo “Tchau, Querida!”, de Ana Maria Gonçalves, no Auditório Ibirapuera (nov/16). É formada em Comunicação Social pela Faculdade Oswaldo Cruz/SP, cursou Ciências Sociais na University of the West Indies (Trinidad & Tobago, Caribe) e Francês em Vevey (Suíça). CONTATO: brenda.ligia@hotmail.com

31 de julho de 2012

29 de julho de 2012

Um pra cada

À esquerda, o mais velho. No meio, a caçula. À direita, o do meio.
(meus irmãos e eu)
Primeiro ouvia-se o tilintar do molho. O chiado da maçaneta, o estalar da dobradiça, o ranger dos passos e, então, o assobio. Sempre às dezenove horas.
Naquele dia ele trouxe uma surpresa: a caixa com furinhos que piavam. Os olhos das crianças brilharam. Três pintinhos: um pra cada, bamboleando pelo balcão.
À primeira bicada, a caçula amarelou. Emburrada, disse que nunca mais iria relar no pinto e nem comer gemada de manhã. Surtou.
O do meio levou o dele pra conhecer o quintal. Mas se desencontraram, e por distração (do petiz, não do filhote) acabou pisando no pobre pinto, esborralhado sem dar um pio. Ploft.
Mas quem mais gostou do presente foi o primogênito, que começou com brandos afagos e foi sucumbindo à empolgação. O moleque achou aquilo fofo, mas tão fofo, que amassou o coitado do pinto até esmagá-lo entre suas mãozinhas. Misericórdia.
Choro em coro. Pais em frangalhos. E só pararam de soluçar durante o adeus aos desenganados no quintal porque o pai, com o pinto vivo na mão, prometeu que  ia trazer três tartaruguinhas no dia seguinte: uma pra cada. 
Por Lenda Brígia
(para meu pai e meus irmãos; em memória dos nossos três pintinhos que viveram e morreram nos anos 80)

Um dia de inverno

Fim de semana em João Pessoa (Jampa). Sol e praia num dia de inverno... nada mal.
Brenda Ligia em Cabo Branco, João Pessoa

20 de julho de 2012

Em breve nos cinemas, Farpa

Matéria publicada sobre a gente e nosso filme Farpa
Brenda Ligia em cena como Maria
Foto: Renata Baracho
Berenice usa a filhinha de colo para pedir dinheiro no semáforo. Maria Flor mudou-se para a cidade grande e acaba como prostituta. Eudócia dá à luz um filho fruto de uma relação incestuosa com o próprio pai.

Farpa narra a história de uma geração de mulheres de uma mesma família que geram filhas mortas. Seja por castração sexual, psicológica ou econômica essas mulheres se tornam vítimas da feminilidade/ sexualidade inerente a elas. 

Direção: Henrique Oliveira / Panan Filmes
Roteiro: H. Oliveira e Patrícia Mess
Da obra de: Arriete Vilela
Elenco: Brenda Ligia, Tamylka Vianna, Carol Teles, Julien Costa, Bethe Miranda e Wallisson Melquisedec
Preparação de elenco: Aramís Correia
Locações: Penedo- AL (junho/2012)
Estreia: 2012

18 de julho de 2012

Céus

O sacolejo me gela, o esfíncter trava e o vermelho pisca. Vida real é queda de altitude.
O senhor gruda na gorda do 13A. O engolidor de facas do 12C dorme. A criancinha de filme de terror se debate entre o 14D e F e contagia os pais, que urram ainda mais para tirar a filha do pânico. Em pouso pra morte, nós irmãos nos damos as mãos, enfim.
A nave rebola no céu, engole nuvens e escorrega em noventa graus para beijar o chão.
Senhor, perdão. Eu juro...
Estouro.

Fico ali, de cinto, máscara, jeans. Na bolsa, coisas que não me servem mais: músicas, sonhos, medos da vida.
Aqui não dói. É calmo e tem brisa fresca. E a surpresa, gente, é que Deus é o Sol. Claro.

por Lenda Brígia

13 de julho de 2012

Dona Nôla do Sô Paulo

Altas terras. Em tupi, Ibiá. Trevo, triângulo mineiro.

Tem rodoviária sem ônibus, padaria sem brôa, boite sem puta.
Matriz, coreto, correio, sorveteria. Pastel Kent, Drogaminas, Calçados Duarte, Dois Irmãos Borracharia.
E todo mundo era de alguém no bairro Rosa Maria: Maura do Zé Ravanhane, Zilda do Simeão, Lena do Zete, e Dona Nôla do Sô Paulo, meus avós. Nove filhos, dois não vingaram. Sobraram sete, com unhas aparadas e orelhas sem macuco.
Dona Nôla do Sô Paulo tinha a delicadeza do gato quando roça na canela, mas butuca de onça quando mata galinha pro almoço. Bicho-de-sete-cabeças: tanta moela jorrando em spray pelo quintal. Ela ria.
O gay era "educadinho". A empregada era "ajudante". E minha vó era meu Papai Noel negão, o bolo de fubá que derrete no céu da boca, o alpendre com samambaia suada de chuva. Desde quando eu era tão miúda que só cabia um coração no lugar do seio.

Por Lenda Brígia
Minha vó Lola, ou Dona Nôla do Sô Paulo (1982)
Maria Aparecida Miguel da Silva

12 de julho de 2012

Narrativas Breves


Não é oficina literária.
É terapia poética.

por Lenda Brígia 




Oficina Narrativas Breves, com o brilhante Marcelino Freire
Sesc Santa Rita, Recife, PE, Brasil.
Marcelino Freire

11 de julho de 2012

Presente

Agora é o presente
Vivo
Entre ontem e amanhã
Respira a alma

Só.

Por Lenda Brígia
(inspiração: Marcelino Freire)


Brenda Ligia, por Marcelo Pinheiro
Praia dos Carneiros, PE
PRESENTE
A garganta seca engoliu o presente num gole só.
Escoou goela abaixo, filtrou rim, lavou alma, subiu aos céus, dançou em poesia e, quando prestes a beijar a Dalva, sumiu-lhe o solo.
Um anjo de vermelho trouxe o balde de prata onde, já ausente, regurgitou todo o presente, com um pouco de mamão-papaya e muito champanhe barato.
Tiraram até retrato, para o caso de, no futuro, não se lembrar do mal passado.

Por Lenda Brígia



Priscila Mello, Brenda Ligia e Lúcia Razera
Foto: Marcelo Pinheiro
Bangalô do Gameleiro, Praia dos Carneiros, PE, Brasil

6 de julho de 2012

Voltei, Recife

Voltei, Recife...
(às margens do Capibaribe)
Foi a saudade que me trouxe pelo braço
(Brenda Ligia, Lúcia Razera e Priscila Mello)
Modelo: Brenda Ligia
Foto: Priscila Mello
Recife, PE (julho/2012)




1 de julho de 2012

Fornada Boa Viagem

Olha a receita que inventei: batizei de FORNADA BOA VIAGEM.
Ficou uma delícia... mmmm... facílima e rápida!
FORNADA BOA VIAGEM
1- Ingredientes
-10 fatias de pão de forma integral light
-azeite grego (ou não)
-cream cheese light
-200g de tomate seco
-250g de ricota fresca
-1 lata de molho pronto (napolitano ou mediterrâneo)
-8 ovos
-sal
-orégano
-pimenta-do-reino
-fatias de queijo prato
-provolone ralado (opcional)

Modo de preparo
2- Unte uma forma grande com azeite grego. Distribua as fatias de pão já cobertas com cream cheese
3- Pique o tomate seco
4- Amasse a ricota com um garfo; despeje um pouco de azeite, adicione sal e orégano
5- Misture o tomate seco picado, a ricota amassada e uma colher de cream cheese
6- Cubra uniformemente as fatias de pão com essa pasta consistente
7- Cubra com uma camada de molho vermelho
8- Bata os ovos com sal e pimenta do reino. Faça omeletes (será necessário fazer em 2 vezes, devido à quantidade)
9- Distribua (da maneira mais uniforme possível) os 2 omeletes sobre a camada de molho vermelho
10- Cubra com o resto do molho e com fatias de queijo prato. Rale um pouco de parmesão para polvilhar
11- Leve ao forno médio por 20 minutos. É o tempo dos queijos derreterem, do pão dar uma assadinha e do cream cheese ficar pastoso
12- Depois é só servir! Rende 8 porções. Pode provar esta delícia que patenteei, hehehe... e segunda-feira é dia de começar dieta!