Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

Minha foto
Brenda Ligia: prêmio de Melhor Atriz no festival Cine PE 2017 (Mostra Curtas PE). Estreias em 2017: “Onde Quer Que Você Esteja” (longa da Macondo Filmes/SP); “Causa Mortis” (curta da LRJ Filmes/PE), “Sob Pressão” (série da Rede Globo/ direção: Andrucha Waddington) e “África da Sorte” (série da TV Brasil/direção: Renata Pinheiro). Brenda está nos longas "Todas as Cores da Noite" (Pedro Severien), "As Melhores Coisas do Mundo" (Laís Bodanzky), "Sangue Azul" (Lírio Ferreira), "Bruna Surfistinha" (Marcus Baldini). Atuou nas séries de televisão "A Mulher do Prefeito" (Rede Globo), "Beleza S/A" (GNT), "9mm SP" (Fox), "Somos Um Só" (TV Cultura). Também é apresentadora e videomaker. Protagonizou comerciais e videoclipes musicais. Estudou no Teatro Escola Macunaíma/SP; atuou em comédias, musicais, infantis e dramas. Foi dirigida por Wagner Moura na leitura dramática do espetáculo “Tchau, Querida!”. É formada em Comunicação Social pela Faculdade Oswaldo Cruz/SP, cursou Ciências Sociais na University of the West Indies (Trinidad & Tobago, Caribe) e Francês em Vevey (Suíça). CONTATO: brenda.ligia@hotmail.com

29 de abril de 2010

Tudo pode dar certo

Aqui no Brasil decidiram que o título do último filme do Woody Allen seria o mesmo desse post. Porém, traduzido ao pé da letra, "Whatever works" ficaria "O que quer que funcione", ou sejA, tem sentidos bem diferentes.

Mas pouco importa, pois ontem fiquei extasiada com o espetáculo cinematográfico ao qual fui submetida num cinema da Paulista. O filme é sensacional, fantástico, incrível, maravilhoso, magnífico, inteligente, engraçado, grandioso, divertido, imbatível E delicioso.

Recomendo imensamente; OBRA-PRIMA do Woody Allen, nos cinemas perto (ou longe) de você.

PS.: O bichão Woody Allen deve ter ficado fulo da vida quando assistiu a todas aquelas cenas nas quais o boom aparece (o microfone suspenso, sabe). Não é possível que tantos profissionais do cinema tenham deixado passar tudo aquilo! Não compromete, afinal, o FILME É SENSACIONAL. O chato é que quando aparece o boom flutuando nos extremos da tela, a gente se lembra, de fato, que está num cinema. Então os olhos não conseguem mais se desgrudar daquele cisto, até que suma por completo.


Mas gente, peraí... o ser humano já chegou até a lua... então como é que não consegue, via computador, apagar o microfone que aparece no filme do Sr. Allen através da tecnologia (interroga)

27 de abril de 2010

Seje, esteje...

Ah! Meus ouvidos ouvem de tudo um pouco, mas "seje" e "esteje" realmente incomodam bastante. Basta!

MENAS a gente tolera. PRA MIM FAZER também. TINHA CHEGO, ok... mas SEJE e ESTEJE representam algo além: a morte do subjuntivo (supostamente aprendido na escola).

Aposto que se o Maneco (de Viver a Vida) resolvesse lançar uma campanha subjuntivista pró-"SEJA & ESTEJA", bastariam 2 ou 3 capítulos da novela nobre para (grande parcela d)o povo brasileiro parar de cometer esse feioso erro em nossa língua mãe. Já imagino esse "merchan linguístico" na boca da monstra da tevê Lília Cabral... ah!

A.U. (adendo urgente)- cena HILÁRIA da Lília Cabral fumando maconha
Concluindo: se o problema fosse dinheiro (pra executar tal ação, na Globo ou onde quer que sejA!), talvez o Ministério da Educação pudesse até liberar algum... afinal, fica clara uma falha grotesca no sistema de ensino fundamental brasileiro. Se a maioria da população fala errado, é porque não aprendeu direito na escola. Pública. Ponto.

26 de abril de 2010

Rir ou Chorar

Imagine um baixista que parte numa viagem de navio pelo Mediterrâneo, para tocar música latina até meados de novembro. Pois bem, esse ser existe e é o amigo Gabriel, cuja despedida foi em um petit comité, semana passada.

No frisson da real despedida, já sentindo o gosto amargo da saudade doce, abracei o casal Telma Luciana e Gabriel Catanzaro e corri pro Fusquinha 68, vinho - tanto faz a bebida ou a cor. Só que a songa-monga que vos fala simplesmente havia esquecido que o banco do passageiro tinha sido retirado, sendo que era ali que eu iria me sentar. Ou melhor, ACHAVA que iria me sentar.

Estava armado o espetáculo especialmente montado para alegrar o momento "sei que é triste a dor do parto mas eu tenho que partir". O que se passou a seguir é inexplicável. Despenquei feito vara verde do alto dos meus 68kg (tá bom, omiti uns quilinhos de toucinho na região do pânceps), pois entrei no carro convicta de que tudo seria, de novo, do jeito que já foi um dia. Estava crente que teria um assento para me assentar, mas dei com a bunda no chão. Bati meu chassi no assoalho, e meus joelhos se envergaram pra cima. Fiquei, literalmente, de pernas pro ar. Me senti aquela mocinha azul do filme Avatar; toda grande, esparramada feito manteiga na chapa. 1.78cm de mico garantido ou sua risada de volta.

Óbvio que juntou gente na janela, perguntando o que tinha acontecido comigo. Eu, ainda na chón, nem levantava nem respondia; não sabia se ria ou se chorava (se não me engano, fazia ambos). Tá bom, bati as costas num ferro (talvez um tripé!) e estava doendo muito, mas a cena era tão patética, mas tão patética, que a risada inevitavelmente encobria o choro!

-Meu bem, você se machucou (interroga)
-Vambora, pelo amor de Deus!

Adendo urgente
Depois de um tombo brabo, existem três opções de providências a serem tomadas:

1- a pessoa levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima com categoria e "guenta" a dor - aí todos podem relaxar e tirar sarro do mané;

2- a pessoa finge desmaio ou convulsão - aí todos se preocupam e ficam enternecidos;

3- ou a pessoa implora pro namorado acelerar o carro e sair dali com urgência - aí todos ficam com cara de lápis, ainda sem saber se era pra rir ou chorar.

Adivinhe qual alternativa escolhi!

FIM DA PARTE LEVE DA COISA. E INÍCIO DA SESSÃO "POBREMA DO ZÔTO".
(se não quiser isso pra sua vida, minimize a janela e não continue a leitura. E que se dane, agora, meu bom humor).

Alguns dias depois, comecei a sentir uma dorzinha... que começou "inha" e virou "ona". Foi horrível. Começou na lombar e foi se espalhando por toda a coluna, até que não conseguia mais levantar da cama, de tanta dor.

Comecei a chorar. Me sentia impotente com aquelas fisgadas horrorosas; era como se minha bacia estivesse deslocada. Beirei o estado de pânico. E era sábado, penúltima semana de peça no teatro. Chorei mais ainda, pensando na comédia.

Em meu socorro veio o doutor benhê: com pomada, Salonpas (antes de P e de B só usamos M) e Tandrilax (salve a droga). Tomei às 17h, pro efeito atingir o cume às 21h; bem no terceiro sinal, início do espetáculo... e bingo!

Ufa, deu tudo certo. Não só consegui apresentar, como foi o dia da plateia mais gostosa, leve e risonha. Minha cura e minha força vieram da energia daquelas (quase) 100 pessoas presentes, da magia do palco, da solidariedade da coxia, do ombro amigo do camarim... foi inesquecível.
--------------------------------------------------------------
Edu (e família!): sem você(s), não sei o que teria feito (amor).

E já faz 3 dias que tô com o nariz cheirando a cânfora, aff.

23 de abril de 2010

Niltão Cornão

Em tempos de corrida final para entrega da declaração do imposto de renda até dia 30, me vi obrigada a ir ao despachante da minha rua. O nome dele é Nilton.

Acontece que, segundo as "boas línguas" do bairro, Nilton (o Niltão) largou sua ex-mulher, que era "linda de viver" (ainda de acordo com as mesmas "boas línguas") para se casar com uma mulher mais jovem. Sim, pasmem: eu disse "mais jovem".
E o povo da Jaguara falou, o bairro se chocou, as fofoqueiras estremeceram em seus portões... até que deu no que deu: picharam o muro do escritório de contabilidade do homem com os dizeres "NILTÃO CORNÃO", rabiscados com spray apressado.


Só que isso já faz anos... Niltão nunca quis apagar a ofensa que lhe dá bom dia todas as manhãs quando chega ao trabalho. Eu, curiosa com a vida alheia, perguntei a minha mãe, que é mais entendida, qual o motivo de não apagarem aquilo ali. Ela disse que o Nilton é muito bem resolvido e tem cabeça boa, então nem liga praquele papo de cornão. É a velha história: chifre é uma coisa que colocam na cabeça da gente... quem disse que adulto não sofre bullying!

Pois hoje fui lá para entregar o comprovante de rendimentos (como se eu tivesse algum). Confesso que estava um tanto ansiosa para ver a cara do tal Niltão. A secretária novinha veio à porta e falou comigo pelo intercom.

-Pois não (interroga)
-Eu queria falar com o Nilton.
-Quem gostaria (interroga)
-É a Brenda.
-Brenda de onde (interroga)
-... (eu pensativa)
-... (ela interrogativa)

Fiquei pensando de onde eu era. Brenda de Ibiá, Minas Gerais, do triângulo mineiro... mas acho que não era isso que ela queria saber.

-Brenda... daqui! - foi o que saiu - sou filha da Marizia.
Ah, bom. Ela sorriu e abriu a porta. Olhei à volta, na esperança de ver algo que pudesse identificar o alvo... mas ele não estava. Entreguei o documento, falei meia dúzia de palavras e saí apressada, tentando fugir da chuva da penúltima sexta-feira de abril de 2010.

21 de abril de 2010

Os 18 Mandamentos da Atriz

Seguindo os moldes das revistas femininas, seguem OS MANDAMENTOS DA ATRIZ - em um dia de trabalho.

1. Esteja com as axilas bem depiladas. Afinal, ninguém quer um sovaco de coentro no meio da cena! Meia-perna e buço também são imprescindíveis.

2. Corte o pé de uma meia-calça e leve consigo uma touca sensacionalmente funcional (para o caso de ter que usar uma peruca).

3. Dizem que "sutiã bege é coisa de tia velha". Mas não em dia de gravação, ou no teatro. Vá de bege, pois cor da pele é curinga. E use calçados confortáveis, com solado aderente e que não machuquem os pés.

4. Mantenha as unhas sempre curtas e bem feitas com esmalte clarinho (Renda).

5. Cabelos devem estar limpos e secos. Se você for uma mulher de muitos penteados, use o mesmo com o qual foi vista no teste ou registro de imagem.

6. Tome bastante cuidado com o figurino. Atenção para não manchá-lo ou danificá-lo acidentalmente.

7. Depois do break pro cigarro, é elegante lavar as mãos, escovar os dentes e borrifar em si algum neutralizador de odores. Afinal, fumar e chupar uma balinha é como cagar e sentar num sabonetinho.

8. Itens indispensáveis na sua necessaire: escova de dentes, fio dental, lencinhos umedecidos, desodorante, hidratante, trecos pro cabelo (substâncias + acessórios), maquiagem básica (corretivo, base, pó, blush e rímel) e PROTETOR SOLAR PRO ROSTO (sempre, todo dia!).

9. Descubra qual o seu perfil (executiva, mãezinha, sexy, etc) e explore-o (em fotos). Divulgue. Mande por email. Venda-se.

10. Somente prometa o que pode cumprir. Não deixe ninguém esperando, no trabalho.

11. Deixe seus problemas pessoais fora do seu ambiente de trabalho. Faça bom uso do seu profissionalismo.

12. Saiba seu texto de trás pra frente. Estude antes, e muito. Sinta-se exageradamente segura depois de tanta prática. Isso vai ajudá-la a fazer tudo com presteza e eficácia. Serviço bem feito deixa todo mundo satisfeito! Deixe o foco no seu TRABALHO, não no seu EGO. Sinta a delícia de trabalhar fazendo o que gosta. Faça bem feito e agradeça.

13. Não tenha pudores em relação a hierarquias (dentro de um estúdio, set, etc). Claro que existem, mas lembre-se que todos tem sua importância interligada. Não tenha vergonha de dizer "não entendi". Pergunte quantas vezes achar necessário; de preferência, direto ao diretor. Pense na teia de funções por trás de você, e facilite tudo que puder. Diga não ao amadorismo.

14. Um pouco de bate-papo é bom pra quebrar o gelo, mas deve ser curto e discreto. Seja simpática, sem forçar. Não é um crime conversar com seus colegas, desde que esteja atenta às ordens superiores para atendê-las rapidamente. Saiba que algumas equipes são formadas só por gente boa, enquanto outras cumprem o protocolo e só (não desenvolvem vínculos). Jamais tenha a falta de ética de revelar cachês ou perguntar valores, para fazer comparações com colegas.

15. Se por algum motivo sentir-se lesada ou ofendida com algo, conteste. Claro. Porém seja discreta e pontual, para SOLUCIONAR problemas, e não alimentar DISCÓRDIAS.

16. Gravando! Evite todo tipo de dispersão. Você é (bem) paga pra ficar concentrada no seu trabalho. Quando estiver falando palavras ou frases que vão aparecer na legenda do filme, use as mãos para indicá-las. E lembre-se sempre de apontar da direita pra esquerda (direção correta, na visão do espectador).

17. Existem tantas estrelas no céu e nenhuma encobre a outra, pois tem espaço para TODAS brilharem. O mesmo vale para nós atrizes... atores, e afins. Seja GENEROSA, sempre.

18. Faça o que ama... e ame o que faz! Está aí O SEGREDO DA FELICIDADE!

15 de abril de 2010

Expectativa

Pra ver alguma coisa possivelmente dar errado é só botar muita expectativa. Ontem fui ao cinema pra assistir ao filme "O segredo dos seus olhos", crente que veria algo estupendamente espetacular. Foi o que tantos disseram, e eu cri.

Começou. E nada. Cena vai, cena vem. E não começava. Eu lá, esperando. Otimista, cheia de expectativa. "Deve ser um filmaço!", pensava comigo. E nada.
Um barulhinho começou suave e foi subindo o tom: era meu namorado roncando baixinho, à vontade na poltrona. "Eu entendo", pensei, sobre sua jornada da sétima arte direto pro oitavo sono.
Enquanto isso, na tela, Ricardo Darín, com aquela cara inchada de cachaça (mas parece!), escrevia um livro sobre um assassinato que nunca saiu da sua cabeça... investigação, traminhas baratas. O filme todo em flash back. Não que eu tenha algo contra flash back, imagina. Até gosto. Minha bronca é com todo o resto do enredo, mesmo.


Aí chegou a hora de alguma revelação. Silêncio total na tela, no cinema... e o ronquinho do meu bem ecoava pelas fileiras. Dei-lhe uma leve cutucada. Ele logo acordou e perguntou:
-O que foi (interrogação)

PS.: Ainda não achei o ponto de interrogação no meu teclado. Estou, desde dezembro de 2009, sem fazer perguntas. Se alguém souber como colocar este acento, por favor escreva para brenda.ligia@hotmail.com - o modelo do meu lap é DELL Inspiron, se é que isso é um dado essencial. Obrigada!


Concluindo a história: em nenhum momento eu quis que "O segredo dos seus olhos" acabasse logo, pois minha esperança ainda dizia que algo surpreendente iria acontecer para justificar tanto barulho em volta do filme (olha a expectativa lá no alto!). É claro que é bem conduzido, tem ritmo, tem um plano sequência que é de impressionar (surreal)... mas não me tocou. E olha que ganhou Oscar de melhor filme estrangeiro e tudo! Tá vendo só, como nem tudo que reluz é ouro...

13 de abril de 2010

A enfermeira paciente

Imagine uma enfermeira em pleno exercício da função, que começa a passar mal e... tem um princípio de piripaque. Claro, no bom sentido. Se é que existe um.
Pois bem, aconteceu com minha mãe. Pobrezinha, sentiu dores no peito e a pressão subiu muito; fez eletrocardiograma e exame de enzimas. Por pouco não ficou internada. Nesse ínterim, houve mobilização geral. Filhos, netos, colegas de trabalho.


Meu irmão do meio, o figuraça Arthur Eustáquio, me disse:
-Falei com a enfermeira Rose e ela me tranquilizou bastante. Deve ser bem experiente nisso.
E eu:
-É, tranquilizou tanto que em 5 minutos você saiu do trabalho e veio me buscar para irmos visitar a mamãe.
RISADAS DO AUDITÓRIO
(primeira piada do episódio "A enfermeira paciente")


No caminho pra zona noroeste da cidade, obviamente, nos perdemos. Cada posto de gasolina ou ponto de taxi que passava, eu sugeria que parássemos para perguntar. E ele, nada.
-Não entendo o porquê dos homens relutarem para pedir informações quando estão perdidos!
E ele:
-A gente não pergunta porque vocês já chegam contando pra todo mundo que teve até que parar pra perguntar. E sempre tem alguém pra explicar que era só pegar tal rua até tal ponto, e a gente fica com cara de tacho.
RISADAS DO AUDITÓRIO


Enfim, paramos pra perguntar. Ele bufava. Enquanto o frentista pensava na resposta, ele chiava, resmungando:
-Ih, olha a cara desse aí... tá na cara que não sabe o caminho. O cara nem mora aqui.
RISADAS...
E eu ria tanto, mas tanto que nem parecia que estávamos indo visitar a mamãe no hospital.


Meu irmão é muito engraçado! Traz uma leveza infinita para todo e qualquer momento! Uma bênção, raio de luz!


E, se existem "pequenas sacanagens" veladas que só irmãos podem fazer entre si, foi o que fiz assim que chegamos lá. Na primeira oportunidade de responder se havíamos chegado bem, falei:
-Ih, mãe, a gente ficou rodando quase meia hora... tivemos até que parar pra perguntar!
E ela:
-Era só pegar a Inajar até o final, Arthur!
RISADAS FINAIS. Fim do Episódio "A Enfermeira Paciente".
__________________________________________
E GRAÇAS A DEUS mamãe vai bem, obrigada.
Não ficou internada. Foi só susto, não foi nada.

11 de abril de 2010

Saiba com quem está lidando

Nasci numa maternidade mineira, mudei pra uma cidade baiana, fiz amigos sionenses num colégio paulistano, aprendi língua estrangeira numa escola suíça, morei no alojamento de uma universidade caribenha, mas me formei numa brasileira, mesmo (obrigada, papai).
Atualmente moro na capital pernambucana. É isso!
PORMENORES DA MINHA PESSOA FÍSICA:
Aos 3, fazia xixi nas botas ortopédicas.
Aos 6, afanei uma roupinha da Barbie da vizinha (no valor de 1 cruzado novo). Me arrependi do crime, e desde então tenho andado do lado dos justos.
Aos 7, passei Henê Marú para alisar os cabelos pela primeira vez.
Aos 10, queria ser paquita da Maria das Graças Xuxa Meneghel.
Aos 13, dei o primeiro beijo. O rapaz tinha hálito puro de atum, pois comera o sanduíche com patê servido na festinha de então (em Ibiá, MG).
Aos 15, trouxe um Mickey Mouse enorme da Disney, que ficou entulhando meu quarto quase rosa por anos.
Aos 16, senti a delícia de pisar num palco. A adrenalina da comédia me causou um certo piriri na coxia. Desde então, nunca mais parei.
Aos 20, só queria saber de festa, festa, festa... me canso só de lembrar.
Aos 22, trabalhei no aeroporto internacional de SP e tinha que acordar às 4 da manhã para pegar o ônibus fretado e fazer o check-in das 6am. Conheci o Tarcísio Meira.
Aos 24, não me lembro. Só sei que dava aulas nas escolas de inglês de SP.
Aos 27, fui assaltada pela primeira vez, em Olinda. O ladrão, bonzinho, ainda devolveu meu RG e o dinheiro da condução. No mesmo dia, conheci meu futuro marido.
Aos 29, faltei pela terceira vez no meu próprio aniversário. Amigos ficaram com uma baita duma réiva,então decidi que não vou mais fazer festa de aniversário (minha). E não gosto de bolo com glacê.
Aos 30, sem saber, saí da faixa etária que dá direito a tomar a vacina contra a gripe suína, H1N1.
A SEGUIR, FASES DA MINHA VIDA:

Frustrações da meninice: não ter usado aparelho nos dentes nem quebrado o braço, pros coleguinhas escreverem no meu gesso "Brê, te adoro".

COISAS DAS QUAIS NÃO GOSTO:
-PALMITO
-AXÉ
-PETS
-FRIO
e... (pasme)
-COPA DO MUNDO

8 de abril de 2010

Voadero Clube

Quatro músicos se juntam para tocar um som da pesada. Munidos de baixo, sax, bateria e guitarra, os jovens rapazes do Voadero Clube prometem fazer "música para dançar e voar". Eles (ainda) não tem página no Myspace, muito menos cd gravado. Simplesmente porque a banda "nasceu ontem": foi o primeiro show, no Bar B, centro de São Paulo. Flanaram do jazz ao afro-beat num tilintar de dedos, e a torcida vibrou.

Na base do improviso, os profissionais (da melhor qualidade) conseguem captar a vibração do momento, da casa, do público e deles próprios. Falam através da música. Divertem tocando e fazendo dançar (e voar!). São harmônicos. Leves. Ousados. Criativos. Suingados.
Eles tocam com a alma. E a gente escuta com o coração.


VOADERO CLUBE - música para dançar E VOAR...


Em abril, quinzenalmente, no Bar B (http://www.barbsp.com.br/)





7 de abril de 2010

Espetáculo!

















A fotógrafa Mari Maciel (amiga!) foi assistir Diálogos de Escovas de Dentes






Antes de entrar em cena, todos os sábados e domingos, nos reunimos em círculo no centro do palco para fazer a seguinte oração. É poderosa e revigora! Acredite e experimente.






SOU ALEGRE, PERFEITO E FORTE
TENHO FÉ E MUITA SORTE
SOU FELIZ, INTELIGENTE
VIVO POSITIVAMENTE
TENHO PAZ E SOU UM SUCESSO
TENHO TUDO QUE EU PEÇO
ACREDITO FIRMEMENTE
NO PODER DA MINHA MENTE
PORQUE SEI QUE TEM UM DEUS LÁ
NO MEU SUBCONSCIENTE
ANJO DA GUARDA, DOCE COMPANHIA
NOS PROTEJA DE MANHÃ, DE TARDE, DE NOITE
E PRINCIPALMENTE AGORA!

Agradeço ao amigo ator e grande comediante Rapha Véles por me ensinar essa oração. E tantas outras coisas, enfim! Você e Óbvios pra sempre no meu coração... Xabura!


O CRIADOR (sentado, director Wagner D'avilla) e as CRIATURAS: -Lenda Brígia, o alter ego; -Rodrigo Caetano, o preferido; -Gabi Cywinski, a felina; -Ariane Ferrari, a gostosa; -André Vasco, o famoso; -Marcelle Kaiser, a Barbie; -Antonio Ranieri, o costa-quente; e Bruno Mograbi, o "meu" noivo.

MERDA!

5 de abril de 2010

A Bruna Surfistinha

Em resposta A BRUNA SURFISTINHA - de Brenda Ligia para Raquel Pacheco
Era a última diária de trabalho do longa-metragem. Frisson no set com cenário incrível e muita gente na filmagem noturna, puxada e postergada pela cidade encharcada (lembre das enchentes do ano passado, um Deus nos acuda).

A senhorita amada Deborah Fialho Secco, que na ocasião também atendia por Bruna e Raquel, sabia sobre minha vontade de conhecê-la; a verdadeira. A criadora causadora de tanta mobilização.

Assim que Raquel, a verdadeira, entrou no set, fomos ao encontro dela. Fiquei "afro-bege" com o que vi: eu estava diante de uma menina. Juro. Tímida.

Dei um abraço nela, que sorriu com os olhos. Estava ali, de peito aberto, sem máscaras. Sem fazer tipo. Isso é algo que admiro nas pessoas, Raquel. Que bom que você é assim.

PAUSE- flash back reflexivo- momento LIV ULLMANN
Há algum tempo, eu DE-VO-REI o livro "Mutações", escrito pela sensacional Liv Ullmann (amei o presente, cunhada!). Uma brilhante atriz, diretora, mãe... grande mulher.

Quando acabei de ler, quis imediatamente BATER UM PAPO com ela. Isso mesmo, com a Liv (que deve morar na Noruega, ou algum lugar desse naipe).

O fato é que me sentia íntima dela; quase melhor amiga de infância de alguém cuja biografia me encantou!

PLAY - narrativa sobre BRUNA SURFISTINHA - ou melhor, RAQUEL PACHECO
Contei a ela que tinha devorado seu livro "O Doce Veneno do Escorpião" (vendagem de 250 mil exemplares, imagina!), que era um prazer conhecê-la, que sua vida era coisa de cinema, e tal.
Em seu olhar vi simplicidade e ingenuidade, que cativam.
Que possamos, em breve, nos encontrar para um café; vamos bater papo à tôa, já que a vida é tão boa, menina Raquel.

4 de abril de 2010

Verdade cênica


Todos os sábados e domingos aquela atriz se apresentava naquele mesmo teatro. No pico dramático do espetáculo, entrava em cena. De costume, fazia bonito no palco. Mas naquela noite, a última, fez diferente.
Entrou ainda mais de verdade. Mergulhou no poço profundo da personagem perdida e se encontrou lá dentro. Só existia aquela vida do palco, a cena da separação.

A dor. A ruptura. O vazio. Ela personificou tudo isso.
A plateia ficou estaticamente hipnotizada por ela, colossal, que estava do tamanho do mundo. Quem não a conhecia, sentia. E quem a amava sentia ainda mais. Ela pulsava, e toda a gente doía junto.
Eu, semi vestida de vestido de noiva, olhava tudo da coxia, com meu coração apertado no peito desnudo. Ela ardia em cena. Brotaram as lágrimas que respingaram em todo o teatro.

Oscar Wilde dizia que a vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida.