Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia, atriz. Estreias em 2017: “Onde Quer Que Você Esteja” (longa da Macondo Filmes/SP); “Causa Mortis” (curta da LRJ Filmes/PE), “Sob Pressão” (série da Rede Globo/ direção: Andrucha Waddington) e “África da Sorte” (série da TV Brasil/direção: Renata Pinheiro). Brenda está nos longas "Todas as Cores da Noite" (Pedro Severien), "As Melhores Coisas do Mundo" (Laís Bodanzky), "Sangue Azul" (Lírio Ferreira), "Bruna Surfistinha" (Marcus Baldini). Atuou nas séries de televisão "A Mulher do Prefeito" (Rede Globo), "Beleza S/A" (GNT), "9mm SP" (Fox), "Somos Um Só" (TV Cultura). Também é apresentadora e videomaker (roteiriza, dirige e monta curtas autorais). Protagonizou diversos comerciais e videoclipes musicais. Estudou no Teatro Escola Macunaíma/SP; atuou em comédias, musicais, infantis e dramas. Foi dirigida por Wagner Moura na leitura dramática do espetáculo “Tchau, Querida!”, de Ana Maria Gonçalves, no Auditório Ibirapuera (nov/16). É formada em Comunicação Social pela Faculdade Oswaldo Cruz/SP, cursou Ciências Sociais na University of the West Indies (Trinidad & Tobago, Caribe) e Francês em Vevey (Suíça). CONTATO: brenda.ligia@hotmail.com

30 de janeiro de 2010

Minha amiga de 72 anos

Eu tenho uma amiga que tem 72 anos. Somos amigas desde que ela completou 60. Teve festa, bolo, parabéns, conversa de comadres no alpendre... como me lembro daquela festa! Mas ela não, porque foi diagnosticada com Alzheimer.


*monólogo interno da nega* - "Nossa, que saudade! Há tempos não visito minha amiga! Acho que vou lá na Vila Mariana hoje. Ih, mas peraí... vai chover feio. E tenho que terminar aquele trabalho. Melhor deixar pra semana que vem, então... tudo estará mais calmo."



No meio de toda essa bardena cotidiana e caótica da cidade grande, postergo a visita que devo à amiga amada. Ah, o tempo! Tão precioso tempo, que tanto nos falta. Passa voando e deixa um vazio no peito, permeado por bons sentimentos de amor, amizade e gratidão que sinto aqui dentro de mim... Cida, meio amiga, meio mãe. Um presente no meio dessa selva de pedra. É isso.
POST EDITADO EM 25 DE FEVEREIRO DE 2010 - FINALMENTE VISITEI A CIDA!

28 de janeiro de 2010

Solitários

Se você acha o BBB bizarro, é porque ainda não assistiu ao reality show do SBT, Solitários. Passa toda segunda e quinta, às 22h. É diferente da Globo, porque não depende de votação do público, não é uma casa, os participantes não tem contato um com outro, e, sobretudo, o prêmio... ah, o prêmio "quase" simbólico de 50 mil reais (não que eu tenha 50 mil dando sopa, quem me dera. Mas, pôxa, se for comparar com 1,5 milhão que o Bial oferece... imagina!).

O fato é que o programa testa a resistência física e psicológica dos participantes. Ganha quem conseguir resistir por 2 meses dentro de um cubículo, com comida regulada, sem tomar banho, passando pelas mais diversas torturas e realizando todas as provas que um computador (com voz de mulher, chamado Val, que desconfio que seja o Sílvio Santos!) estipula aos participantes.

Outro dia tinham que ficar de pé sobre uma placa de objetos perfurantes. Quem aguentou a prova por mais tempo ficou de pé ali por quase 5 horas, pense! Teve também a prova das camisetas: os participantes tinham que vestir umas 80 camisetas, uma por cima da outra, mas sem saber que os tamanhos eram diferentes. Imagine quem vestiu 30 camisetas GG e depois apareceu uma PP pra colocar por cima... que desespero!
Enfim... não assisto sempre, mas esse post se deve a uma das participantes, a de número 7 (sim, pois o Sílvio se recusa a tratá-los pelo nome), que se chama Talita Frese. É pra ela minha torcida, e estou quase convicta de que vai ganhar. Simplesmente porque Talita (número 7, que cabalístico!) merece, é iluminada e precisa.

Eu a conheci durante a filmagem (no meio do ano passado) do novo longa-metragem da dona Laís Bodanzky ("As Melhores Coisas do Mundo"). Não é atriz, sim atleta. Mas estava na cena, alegrando o set. Quem a conhece, não esquece.

A alegria da Talita é reflexo da tristeza que permeou sua vida. A história dela é digna de um filme, mesmo. Por isso fui até a casa dela numa favela em São Paulo, onde passei uma tarde agradabilíssima. Fiz uma entrevista emocionante com ela, e depois editei um filme. Está no youtube, e você pode assistir por aqui.
O mais impressionante (uma lição de vida!) é que não conta o que passou com a vitimização típica dos seres humanos. Não. O negócio da Talita é lutar. Vencer. Correr. Bola pra frente! Vale a pena conhecer.
Se conseguir assistir ao Solitários, é só sintonizar no SBT, toda segunda e quinta, às 22h (hoje tem!). Talita estará lá entre os participantes, na cela de número 7, no meio daquela loucura toda, mas brilhando mais que estrela Dalva.

24 de janeiro de 2010

Futebol

Quando eu era adolescente torcia pro São Paulo Futebol Clube. Na verdade, torcia era pro Raí (ou pras coxas dele, quando em campo - pronto, falei).
Naquela época, assistia partida pela televisão e até vibrava. Quando foi campeão da Libertadores, chorei e tudo.
No entanto, nunca soube ao certo o que é zaga, tiro de meta ou impedimento; tenho apenas vaga ideia. E ao longo do tempo descobri a verdade crua: não gosto de futebol, não torço pra time algum.

Só que meu irmão Arthur é corintiano roxo. Afro-bege, porém dos roxos. Em dia de jogo ele tira o terno, vai pro estádio e perde a voz. Chora. Ri. Canta. Grita. Pula. Reza. Sofre. E chora de novo, tadinho... chega a dar dó.

Foi pra ele (e pra tantos outros milhões de corintianos) que fiz esse vídeo hoje, afinal, irmão é sempre irmão. O meu é corintiano, do timão.

21 de janeiro de 2010

Os Astros

Minha amiga foi num astrólogo fazer um treco geográfico vibracional que se chama “Revolução Solar”. É uma espécie de mapa astral mais específico, digamos assim. Deve ser feita sempre antes de aniversariar.

O bem conceituado profissional do ramo da astrologia com o qual minha amiga se consultou a recebeu em sua casa, no Pacaembu. Tinha como currículo uma dúzia de fotos com celebridades que se consultam anualmente com ele, todas ali estampadas na parede. Depois da consulta e análise, informou que ela deveria estar em Galápagos no dia do seu aniversário. Sozinha, partiu rumo ao Equador. Nunca pensara em conhecer todas aquelas ilhotas, imagina... e adorou a experiência astrologicamente inusitada.

Pois bem: com a notícia, uma outra amiga resolveu também fazer sua Revolução Solar. Foi numa mulher que lhe deu três opções: Portugal, Curitiba ou Índia (uau! pra todos os bolsos). Há alguns dias ela desembarcou em Porto, antes de seguir para uma cidadezinha minúscula no extremo norte do país. Estou ávida por notícias.

E daí que dentro em breve será meu aniversário. Ô vontade que tenho de ir fazer esse treco, também. Pensei, pensei… mesmo porque, vamos combinar, dinheiro não dá em árvore (infelizmente). Então, sensata que sou (economicamente ponderada ou pão duro, como preferir), embora com uma (in)certa dúvida no coração, concluí que não é meu momento de fazer essa tal viagem astral, ou seja, não vou fazer minha revolução solar para o mês, em 2010.
E viva o bom senso.

Mas… ah, como Deus é bom e se manifesta rápido! Antes que eu pudesse me arrepender da sábia decisão recém tomada, recebi telefonema de uma produtora que me deu a ótima notícia: fui aprovada para um trabalho incrivelmente bom, e uma diária cai justamente no dia do meu aniversário! Ou seja, não poderia mesmo viajar pela minha revolução solar. Só que por uma boa causa! Senti como se o Universo me desse um presente de aniversário! Por isso estou felicíssima, tão contente por começar 2010 com o pé direito. Não há tempo para pessimismo.
Agora vou estudar meu personagem para a série 9mm do canal Fox. Que delícia, estou muito feliz! Sobretudo porque sei que nada acontece por acaso…

LINK DA SÉRIE 9MM DO CANAL FOX
http://canalfox.com/br/series/9mm

13 de janeiro de 2010

Terremoto no Haiti

Quando eu era mocinha, morava numa ilha caribenha chamada Trinidad (& Tobago). Na ilha, os tremores não eram raros, embora de baixo grau na escala Richter, ufa.

E o primeiro terremoto a gente nunca esquece... eu estava na faculdade (University of the West Indies), que, propositalmente, era toda térrea, plana, em meio à natureza; bem mais verde que concreto.

Guardo na memória o "barulho de terremoto" no ar. É como se um trovão brotasse do centro da Terra, mas de um lugar tão fundo, mas tão profundo, que faz o som de um bumbo atômico ecoando entre o físico e o espiritual da gente. Cruz credo!

Pense no Haiti, reze pelo Haiti...

DOAÇÕES

Li na internet que o FBI detectou fraudes nas doações ao Haiti. A questão é: só se fala em cifras de 30 milhões. Quero saber se nós, reles mortais (e quem não é!), podemos também ajudá-los de alguma forma. Justo eles, os mais pobre de todos nós. Putz.

Olha, que Deus proteja. Às vezes me pego pensando na minha vó e no meu primo que foram embora "feito passarinhos", cada qual em seu momento. Penso que foram chamados com doçura, e não como essas tantas pobres almas (mais de 100 mil!), agonizando entre ecombros, dor, angústia... imagina. É, o planeta expulsando gente, e poderia ser qualquer um de nós. Tão perto, pensa.

O Haiti é aqui. O Haiti não é aqui.

COMO PROCEDER EM CASO DE TERREMOTO

-tente sair de prédios e se afastar de fios elétricos. Ao ar livre estará mais seguro.
-se não conseguir sair, esconda-se embaixo de um sofá, sentado no chão e encolhido. Não fique perto de janelas, espelhos, fogões. Não use elevadores nem escadas.
-se estiver dirigindo, pare o carro e desça. Não pare perto de pontes nem sob viadutos.
-MANTENHA A CALMA e ESPERE PASSAR (imagina!).

CONCLUSÃO

E eu, no conforto do meu lar, com minha jarra de água potável e fresca sobre o criado-mudo, não consigo dormir com o peso da tristeza deles.

12 de janeiro de 2010

São Paulo

Geralmente, não sou apreciadora do centro da cidade, mas ontem fui e gostei bastante.

Primeiro porque fez um dia lindo, com céu azul e tudo, dos de brigadeiro. Tá certo que esse calorão leva embora o glamour da minha visita nesta enorme-trópole. Afinal, nos anos 50 era outro clima, tinha a tal da garoa, a famosa. Hoje é o povo que tá garoando, suando que nem chaleira dentro da super-lotação. Aff.

Enfim, gostei foi da sensação de chegar ao centro de São Paulo. Senti no ar, apalpei com as mãos. O som da cidade: canções, veículos e gente. Gente falando brasileiro nas ruas.

Tem quem venda falafel, churrasco grego. Tem os tiozinhos das placas "Compra-se Ouro". Os vendedores de pirataria com Besouro e 2012 a 5 reais cada.

E tem as rodinhas de gente... ah! Só o centro tem! Lá dentro tudo pode acontecer: desde show gospel de guitarrista paraplégico a venda de fórmula milagrosa que cura de azia a aids. E o povo se junta em volta, pra aplaudir no final. Uma beleza, é São Paulo, é Brasil!

O centro ocupa bem o seu lugar: no centro de tudo.



PS1.: A performer que me inspirou a fazer este vídeo se chama Silvana de Abreu, que apresentou um espetáculo de mímíca chamado Risco de Vida. Muito bonito. E o sol rachando o coco de toda a gente, aff. 31 graus celsius, pense!

PS2.: Acho que o dono daquele lindo e moderno par de tênis que aparece no filme é o tal do Fause Haten, do mundo da moda. Acho.

9 de janeiro de 2010

Em nome de Jesus

Este é o vídeo mais recente que fiz. Saiu hoje, fresquinho, embora datado. Em nome de Jesus.

Chove, chove...

Toda vez que um relâmpago traz trovão,
o coração da gente se encolhe de medo da chuva. Peguei esta foto do IG: igreja ruindo ao ser atingida pelas águas em São Luiz do Paraitinga.
Já o vídeo abaixo é meu, mesmo: fiz no celular, na Zona Oeste, em um dos dias caóticos na capital paulistana. Porque agora isso é normal, humpf.

Como vai ficar essa história (interroga).

A Sala Fantasma

No interior de Minas Gerais (e de outros tantos lugares), é comum existir, em casa, um cômodo só para receber visitas. Só que, visita boa mesmo, sempre prefere ficar na cozinha (atire a primeira pedra quem não tiver um pé na cozinha). Por isso apelidei este cômodo de "Sala Fantasma", carinhosamente.

Um sucesso arquitetônico. Paredes verdes, tapete felpudo, cristaleira espelhada, lustre colorido-reluzente.. imagine quanto brilho. Tem um sofá que é branco por dentro e marrom por fora, por causa da capa que minha mãe usa para cobri-lo. "Sofá branco não combina com criança", explica a vovó, dona da casa. Claro, pois Sala Fantasma que se preze tem que ser na Casa da Vovó, obrigatoriamente.

O mais alto grau de funcionalidade da Sala Fantasma vem em datas comemorativas, tais como aniversários. Ontem, por exemplo: aniversário do meu irmão Arthur Eustáquio. O local ideal para uma festa surpresa? A Sala Fantasma, BINGO! Na última década, toda e qualquer festa surpresa vem sendo oferecida aos membros da família ali. Na doce e terna Sala Fantasma. Aquele brilho no olhar das crianças (sobrinhos) quando ouvem o portão da garagem se abrindo... ele vem chegando: silêncio!

Quando tem muita gente escondida no escuro e o aniversariante se aproxima, o silêncio torna-se mais difícil que sobreviver com salário mínimo. Então acontece o "fenômeno do SHHHH": um diz "SHHH" para encobrir o "SHHH" de outra pessoa, e começa uma cadeia de "shhh's" cada vez mais altos, que culmina no "parabéns pra você", com a entrada do sujeito. PRONTO!

Monólogo interno do cabra a caminho da Sala Fantasma:
"Hoje é meu aniversário e ninguém da minha família me ligou. Fui chamado à Sala Fantasma. Opa, escuto um zum zum zum, falação contida e sussurros. Agora ouço um SHHHH. E outro SHHHH ainda mais alto. Acho que a Sala Fantasma é realmente mal-assombrada... pois não haveria de ser uma festa surpresa pra mim!"

Por trás de cada festa surpresa existe a obrigação implícita do aniversariante de agir como se jamais tivesse imaginado o que poderia acontecer. Aja como se o improvável absoluto tivesse acontecido. Pra isso servem as surpresas. E os organizadores agradecem. Na Sala Fantasma ou não.

7 de janeiro de 2010

Consciência Ecológica

Não sou ecochata nem militante de peito estufado, mas ir contra o bom senso já é demais... explico.
Tem uma vendinha perto da minha casa, estilo quitandinha da vovó. É uma fartura só (farta laranja, farta queijo, farta tudo!) -o lado bom é a conveniência de ter pão assado na hora na esquina de casa. Por isso todo mundo acaba indo lá, mesmo.

Embora o serviço seja "uó", aff. Tem que ter paciência, porque tudo demora! Calcular, cobrar, fatiar... bocejo na fila! Ainda bem que é de uma gente simpática. Tudo da mesma família. Uma família mole, mole... pra trabalhar. Bocejo de novo. Avanço um passo na fila.

(Ai, me acode, tomara que nunca leiam isto!)

E vamos ao pior. Sim, pois lá na vendinha eles tem uma mania muito feia (mas feia MESMO, muito pior que deixar à venda iogurtes vencidos, imagina!).

Eles, pobres, sofrem do bizarro hábito -calcado na ignorância!- de distribuir sacolinhas plásticas a dar com pau. São sacolamaníacos. Que coisa feia!

Lá sou conhecida como 'aquela "morena" alta que não gosta de sacolinha', ouvi a senhora dizendo outro dia. Eu, meio fula da vida, respondi "é pra poupar a natureza da agressão". Ela riu, mostrando claramente não ter ideia do que estou falando. Talvez se explicassem na novela das oito, ela saberia. E se engajaria. Helena, recicle! Pelo bem da humanidade! Que o Brasil pare de tratar as sacolas plásticas como brinde! O planeta agradece.

E hoje, por um descuido meu, a dona da venda não perdeu tempo: botou o Trident numa sacolinha e o iogurte na outra. Juro.


PS.: Tá tudo aí, a Terra expulsando o homem... só não vê quem não quer. E esse calor louco. Os desastres naturais... enchentes, desabamentos, desgraças de toda sorte, que azar!
ECONOMIZE SACOLA PLÁSTICA, PELO AMOR DE DEUS!

5 de janeiro de 2010

Não faço mais perguntas

Desde o natal não faço mais perguntas. De nenhum tipo, nadica. Supro minha curiosidade com o benefício da dúvida. Não pergunto mais o que devo me privar de saber. Não espere de mim interrogaçôes diretas, pois eu sou plena afirmação, agora. À revelia pode surgir um "gostaria de saber se" ou "me avise caso" -em casos extremos. Dizem que o gato foi morto pela curiosidade (ainda que bichanos tenham 7 vidas por vez), mas estou pagando pra ver. Isso porque um portador do Panamá me trouxe um computador portátil que foi encomendado nos Estados Unidos (da América. A do norte). E o dito cujo chegou todo belo, azul marinho, leve tal qual pluma... mas sem interrogação no teclado. Já apertei tudo que é tecla a meu alcance: Shift, Control, com e sem Alt. Uma loucura. E me pergunto... ainda que sem interrogação.