Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia: prêmio de Melhor Atriz no festival Cine PE 2017 (Mostra Curtas PE). Estreias em 2017: “Onde Quer Que Você Esteja” (longa da Macondo Filmes/SP); “Causa Mortis” (curta da LRJ Filmes/PE), “Sob Pressão” (série da Rede Globo/ direção: Andrucha Waddington) e “África da Sorte” (série da TV Brasil/direção: Renata Pinheiro). Brenda está nos longas "Todas as Cores da Noite" (Pedro Severien), "As Melhores Coisas do Mundo" (Laís Bodanzky), "Sangue Azul" (Lírio Ferreira), "Bruna Surfistinha" (Marcus Baldini). Atuou nas séries de televisão "A Mulher do Prefeito" (Rede Globo), "Beleza S/A" (GNT), "9mm SP" (Fox), "Somos Um Só" (TV Cultura). Também é apresentadora e videomaker. Protagonizou comerciais e videoclipes musicais. Estudou no Teatro Escola Macunaíma/SP; atuou em comédias, musicais, infantis e dramas. Foi dirigida por Wagner Moura na leitura dramática do espetáculo “Tchau, Querida!”. É formada em Comunicação Social pela Faculdade Oswaldo Cruz/SP, cursou Ciências Sociais na University of the West Indies (Trinidad & Tobago, Caribe) e Francês em Vevey (Suíça). CONTATO: brenda.ligia@hotmail.com

31 de março de 2010

Doce Orgulho com Entardecer

Em consequência do meu "projeto-mocinha", fútil e secreto, fui à manicure pela terceira semana consecutiva. Notam-se dois resultados diretos:
PRIMEIRO- cutículas visivelmente enfraquecidas pela incessante (e dolorosa) luta contra afiados alicates de unha e espátulas indecorosas;
SEGUNDO- uma certa intimidade (caminho sem volta!) com as habitués do salão, o que impossibilita uma eventual leitura do jornal.

Tem uma cliente em especial que atormenta minhas idas ao salão de beleza. É uma só, mas fala por dez. Não suporta a companhia de si mesma. E provavelmente ama o som da sua própria voz. Incomoda até na internet (sim, pegou meu email há 3 semanas, e desde então acumulo correntes com as mais diversas orações e piadas para todos os gostos, AFF).

Hoje, enquanto lia sobre a "gangue da bicicleta" que assalta transeuntes na Avenida Paulista, ela dizia:
-Brenda, você tem que ir no Vila Country "de" quinta ou domingo!
-Mas só amarrada! - retruquei, simpática.
Pior que ir ao Vila Country ouvir sertanejo é ir com ela, aff!- pensei, enquanto virava a página.

Em outro caderno lia sobre o jovem e premiado diretor de cinema Esmir Filho, cujo filme estreia sexta-feira. E ela não para.
-Tá escrito duende aí... ué, será que um marmanjão desse tamanho acredita em duende! -gritou, polarizando atenção para o trecho que leu do nome do filme, "Os Famosos e os Duendes da Morte". Tudo era pretexto pra puxar conversa, que golpe baixo. Achei melhor fingir que não ouvi essa.


Mas ela não desiste: resolveu contar por que estava triste (jura!).
Não posso mais ler nesse salão de cabeleireiros, pensei, guardando o jornal na bolsa.
Sem tempo nem para me olhar nos olhos, contou a história da sua prima que deixou seu bebê para o pai da criança cuidar, porque ela trabalhava muito e não tinha tempo pro próprio filho. Perguntou o que eu achava, já emendando sua própria resposta: o bebê estava muito melhor cuidado lá, com a presença da avó paterna.

-Ah... -sussurrei num tom de alívio forjado que fez me sentir ridiculamente hipócrita. O desconforto durou o tempo da próxima gorfada verborrágica:
-E o BBBesta ontem, hein! Graças a Deus que o Dourado ganhou. Eu e minha irmã votamos o dia inteiro. Se bem que ele já era carta marcada pra ganhar, só por ter tatuado o símbolo do Big Brother, imagina!

Ah nããão! Vergonha alheia! Já não bastava o fato de eu ter que lidar com minha própria culpa por ter ficado SIM na frente da TV até o final do programa, mesmo sabendo que nada muda na minha vida agora que um cara de nome Marcelo Dourado ficou milionário. E que, se qualquer um dos outros 2 tivessem vencido, tampouco iria me importar. Ainda assim, assisti a final do Big Brother (pronto falei). Pelo menos eu não votei! Como se isso fizesse de mim uma pessoa pior, ou melhor... enfim: eu só queria fazer as unhas e ler meu jornal em paz, sem ter que me fingir minimamente interessada nas baboseiras daquela mulher. Escolhi uma camada de esmalte Doce Orgulho coberta com Entardecer, na certeza de que não piso mais naquele salão quando a madame que engoliu vitrola estiver por ali.

30 de março de 2010

Estreia no Cinema

Página do Cinema: As Melhores Coisas do Mundo
Laís Bodanzky aborda a vida dos adolescentes
Depois dos elogiados “Bicho de Sete Cabeças” e “Chega de Saudade”, Laís Bodanzky estreia “As Melhores Coisas do Mundo” dia 16 de abril. Adaptou para o cinema os livros de Gilberto Dimenstein, e, como não poderia ser diferente, o elenco é formado basicamente por caras novas, com exceção de Caio Blat e Paulo Vilhena: Brenda Ligia, Paula Preta, Francisco Miguez e Gabriela Rocha, entre outros.




No set de filmagem com a diretora Laís Bodanzky (fofíssima, talentosérrima e pessoa deliciosa).

Clara

Tenho uma amiguinha criança chamada Clara. Ontem, serelepe que só, mostrou-me, saltitante, que sabia fazer "vampirinho". Trata-se de uma modalidade "caretística" que consiste em tapar o lábio inferior com a arcada dentária superior, deixando à mostra apenas os caninos. Neste caso, um deles completamente mole, prestes a cair. Cutuquei seu dentinho de leite; me deu aflição. Ela riu. Soube que a família inteira se mobilizava em prol daquele dente capenga, temendo o risco de que o engolisse. Cruz credo!

Pois bem; Deus escreve certo por linhas tortas, mesmo. Chegou o momento da criança dentro de mim finalmente fazer gracinha para Clara. Peguei um pequeno cachorro de pelúcia que supostamente imitava o cão real da família (o Pixel) e coloquei-o no chão, como se conversasse com o exemplar vivo de sua raça. Clara, participativa, aproximou-se para dar pitaco no diálogo imaginariamente canino. Subi ao alto dos meus 178 centímetros, e, comigo, veio minha bolsinha levemente parruda, que acertou milimetricamente o canino de Clara, parte atuante do discurso também canino.

Foi tudo muito rápido. Ela começou a gritar. Eu quase. Daí caiu uma pocinha de sangue no assoalho da sala. Aí sim: ela começou a gritar. Chamei sua mãe, mas só o cachorro veio. Lambeu o sangue, como quem apagasse as evidências coaguladas. Levei Clara ao banheiro e lavei sua boquinha, tadinha. Da área de serviço, Dona Catarina (a babá que vende Avon) gritava: "Vê se a menina engoliu o dente!". Até que chegou o irmãozinho e entregou-lhe o dente, triunfante. Então ela parou de chorar. Eu voltei a respirar. E foi assim que uma simples bolsada derrubou o dentinho de leite da filhinha da minha amiga!


PS.: Desde que a comédia Diálogos de Escovas de Dentes estreiou, tenho notado no meu blog diversos posts sobre dentes, siso, dentista, etc... é, no mínimo, curioso! Embora não proposital.

24 de março de 2010

Presente

-Brenda, tenho um presente pra você! -ela me disse.
Sacou um pacotinho da bolsa de palha e entregou-me; abri. Era uma meinha de celular. Daquelas... que algumas pessoas tem.

Silêncio.

Nunca entendi direito o porquê de deixar o celular dentro de uma meinha (geralmente feinha; embora a minha seja até bonitinha) que precisa ser removida às pressas cada vez que o telefone toca. Meias são para pés, não para celulares. Pronto falei! Quer dizer, só pensei.

-Obrigada, Dona Ofélia.

Agradeci e parti. Pensando que talvez tivesse sido uma pegadinha com câmera escondida e tudo, e que o Ivo Holanda estivesse com máscara de Dona Ofélia.

22 de março de 2010

Meia Boca

Hoje fiquei boquiaberta ao saber que pessoas evoluídas não precisam do terceiro molar. Seu papel na sociedade dentária era somente facilitar a mastigação da carne de bisão-antigo, que está extinto há muito tempo.
Fonte: Kleber Lúcio Miguel, meu dentista desde os anos 90 e meu irmão desde que me entendo por gente (evoluída).
http://www.youtube.com/watch?v=4WQ21TwLBHU

18 de março de 2010

Criei juízo

Nunca fico doente e não sinto dores. Mas ontem uma incômoda dor de dente me acordou pela manhã. Tentei ignorá-la (tudo a que se põe atenção, cresce!); em vão, pois à tarde senti ainda mais forte. Ao cair da noite fui levada a bater à porta do meu dentista Kleber Lúcio (irmão de Arthur Eustáquio, Vanessa Noëlla, Daniel Felipe e Brenda Ligia). Este, piedosamente prestativo, passou o nenê Paulinho pro meu colo e foi até a cozinha. Salvou-me do infortúnio da dor de dente com 1 comprimido que tomei sem titubear (mais confiável, impossível: meu IRMÃO, MAIS VELHO, e FORMADO NA USP, imagina!). Engoli aquele diclofenaco (hein!) pensando "viva droga de drogaria!". Engasguei. Tossi, ejetando a pílula. O neném se assustou, chorou (com lagriminha e tudo, tadinho!).
Agora eu crio juízo, porque (acho que) tá nascendo meu dente do siso.

15 de março de 2010

Contos de Fadas


2 contos de Fadas para Mulheres do Século 21

Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo?
Ele respondeu: NÃO!

E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.

O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.

FIM!!!
(Luís Fernando Veríssimo)

Outro conto de fadas para mulheres do séc. 21

Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.

Então, a rã pulou para o seu colo e disse: - Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...

E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: - Nem fo....den...do!

FIM!!!
(Luís Fernando Veríssimo)

10 de março de 2010

Para Drica Moraes

Drica, tenho claro em minha mente o momento em que nos conhecemos. Naquela manhã de setembro você chegou na casinha geminada onde passamos aquele tempo infinitamente arrastado pelas horas. Você já entrou gritando ordens e remexeu o turbilhão que existia dentro da minha personagem.
Até hoje ecoa na minha mente a primeira frase que me disse (na vida fictícia, embora tão real): "engole esse choro!" -foi o que ouvi da Dona Larissa que enxergava através dos seus olhos. Me olhava por cima dos óculos; era de meter medo na Kelly dentro de mim.

Você chegou encantando, dominando, trazendo luz e sombra. O conflito mais que necessário: indispensável. Enriquecedora. Essencial. Cada uma deu vida a pessoas inventadas por outras, e criamos um time denso, real, de forma profundamente inenarrável.

O que vivemos ali não pode ser relatado na íntegra, pois nem imaginávamos o quão longe podíamos ir no exercício da cena, da verdade, do não-desmontar. Convivíamos naquele silêncio triste em contraponto com a gritaria ensandecida ("Favo fecha as janela quando a Dona Larissa começa a grita" - dizia o bilhete de Kelly imantado à geladeira).

A acuada menina Raquel chegou na casinha pra engrossar o caldo, mudando o curso do todo (juro que era impossível enxergar a mulher Deborah naquela pequena perdida no mundo). Foi uma das experiências mais verdadeiras e profundas que já vivi. Naquele mês de setembro nós até sonhávamos com tudo aquilo, sobretudo depois de 60 horas corridas sem dar trégua ao laboratório que viria mudar minha concepção de preparação de elenco.

Não houve, na história do filme, lembrança mais engraçada que o dia em que você estava com a macaca, Drica, e resolveu botar pra quebrar na casinha. Ao despedir-se do "cliente" Seu Nelson (não temos vaga ideia se este é seu nome verdadeiro), um dos atores contratados para visitar o privê em "horário de expediente", você cismou que ele não tinha "acertado" o serviço. Dona Larissa queria dinheiro. Você andava pra lá e pra cá, fitando o senhorzinho por cima dos óculos, e dizendo: "Seu Nelson, o senhor não vai sair daqui enquanto não pagar o que deve". E ele, coagido, quase sussurrando: "Eu queria falar com a Drica Moraes... porque vim aqui por causa de um filme...". E você: "Que filme, Seu Nelson! Aqui não pode filmar nada! Não me cause problemas!"; e ele: "Então vou ligar pro meu agente...", tadinho! hahahaha

FLASH DE MEMÓRIA: o senhorzinho fazendo o gesto de dar dinheiro pra você (de mentirinha), pra ver se saía do jogo, e você olhando com estranheza para a mão dele, vazia: "Quê isso, Seu Nelson! Tá me achando com cara de trouxa!" - hahahaha

Olha, Drica, é impagável a lembrança dele na sala da nossa casinha, beirando o estado de insanidade, perguntando se você não era a atriz Drica Moraes, e você, deslavadamente, dizendo "que Drica que nada, Seu Nelson! Não muda de assunto que o senhor tem que pagar o que deve!". Desde o "engole esse choro!", foi ali que comecei a te amar; e olha que ainda nem sabia que ser humano maravilhoso de coração gigante mora dentro de você. Sinta-se abraçada agora, Drica.

Castigo Público


http://www.youtube.com/watch?v=GTwekYo7lsE
Metrô de São Paulo na hora do rush: o castigo público do trabalhador que acorda cedo, paga impostos e dá duro labutando. CAOS!


*Note que nem todos os trens param na estação, pois o volume de pessoas é muito maior do que pode comportar.


*E quanto a segurança dos usuários: ZERO. Observe como todos (MESMO!) ultrapassam a dita "faixa de segurança" (linha amarela). Se cair, caiu. Um verdadeiro ABSURDO!

ESTE É O RETRATO DO TRANSPORTE COLETIVO NA MAIOR CIDADE DO PAÍS.
Por falta de opção, esses brasileiros não desistem NUNCA.

(Video gravado via celular)

9 de março de 2010

Estreia!!!


Minha estreia (agora sem acento por causa da reforma ortográfica) vai ser esse sábado, 13 de março, às 21h, no Teatro Shopping Sílvio Romero (200 lugares). Com coquetel (ui, que chique)! É risada garantida nesta comédia de-li-ci-o-sa!

Aos meus amigos "duros": mandem um email com seus nomes para brenda.ligia@hotmail.com (o quanto antes do dia do espetáculo). A lista-amiga, com número limitado por apresentação, dá desconto de 50%! Oba-oba!

Sábados -21h - R$ 40 (meia R$ 20)
Domingos - 19h - R$ 30 (meia R$ 15)
* meia entrada: estudantes, terceira idade, classe artística mediante identificação (DRT), E (tcham tcham tcham tcham!) casais portadores de certidão de casamento!

Ficaremos em cartaz todos os finais de semana, até maio, MÊS DAS NOIVAS, ui ui ui... venha gargalhar a valer!

4 de março de 2010

Energia

Do site PORTAL DA PROPAGANDAA Eletropaulo estreia esta semana a nova campanha de uso consciente de energia elétrica, que visa conscientizar a população sobre o uso racional de energia. Os filmes serão veiculados na Rede Globo, Rede Record, Bandeirantes e SBT.

3 de março de 2010

Chupeta

Essa semana passamos a ensaiar no teatro onde estreiaremos dentro em breve (dia 13!), rumo a uma temporada de quase 2 meses num shopping center de São Paulo. Obá!, estava com tanta saudade do palco, da comédia, do processo... que delícia.

Tem uma magia que só acontece ali, durante os ensaios. A troca, a criação, a repetição, a adaptação, o desafio, a interpretação, o corpo, os sentimentos, os movimentos, a marcação, a pulsação... uma alegria que só se sente quando está fazendo o que gosta, mesmo. O trabalho. As vidas. As linhas (imaginárias ou não). O "se mágico". A memória, a resistência, o físico, a mente. Como é inexplicavelmente bom!

E foi assim que eu e minha amiga de trabalho, Ariane Ferrari, deixamos o teatro naquela noite (de paredão recorde do BBB10, diga-se de passagem); tomadas pela euforia e o bem-estar de toda aquela endorfina liberada durante o ensaio.

Conversávamos animadamente quando a ironia do destino nos sorriu: estacionado em frente ao shopping, o carro da moçoila estava com os faróis, lanternas, e tudo o mais acesos, desde 5 da tarde, sendo que eram 11 da noite, então. Fizemos cara de "putz!". Otimista, ela tentou dar partida. Em vão, pois o carro estava, obviamente, sem bateria. Precisávamos fazer uma chupeta com urgência, antes que ficasse tarde demais para duas madames indefesas nas redondezas de um shopping fechado.

Num olhar cruzado, percebemos que deveríamos correr atrás do restante do elenco, de preferência alguém do sexo masculino (como se tal diferença de gênero garantisse algum tipo de segurança emocional e física a nós, mulheres). Atabalhoada pelo frisson do momento, Ariane (ou Bruxinha Ririca, como é conhecida nos bastidores) deixou cair no chão as páginas soltas do seu texto. As quase 80 páginas facilmente esparramaram-se pelo asfalto, justamente na hora em que o farol abriu e os carros avançavam. Hilária a cena de nós duas, histericamente femininas, catando folhas esvoaçantes ao meio fio, no mais puro estilo "Os Trapalhões" (eu o Mussum, e ela o Zaca).

Ok, fim do primeiro desafio. Corremos ao encontro dos 3 amigos atores-trabalhadores, que deixavam o local naquele mesmo instante. Cada qual com seu carro, e nenhum deles (pasme!) tinha condições de ajudar com a tal chupeta.


PERSONAGEM 1
Eu troquei de carro com meu marido e deixei lá.
PERSONAGEM 2
Eu nunca tive, mesmo.
PERSONAGEM 3
Eu tinha, mas sumiu.



Nova cara de "putz". Unidos pelo uníssono do companheirismo, decidimos que o jeito seria acionar o seguro. Mas Ariane não tinha nem ideia do nome da seguradora, pois o carro era do seu pai, que fizera a apólice na cia do tio do interior, que naquele momento estava no velório de um amigo que falecera na cidade de Botucatu naquela manhã. Parece crônica à la Roque Santeiro, mas é a mais pura verdade.

Desenrolados os devidos trâmites, fez-se o contato. Esperamos. Fechou o shopping. Ventava naquela esquina onde o vento faz a curva. 50 minutos e alguns telefonemas DDD depois... chegou a moto com o mecânico. Êêê, festejamos em coro. Demos os devidos pulinhos que prometemos a São Longuinho.

O processo de ligar aquele treco e fazer a tal da chupeta não chegou a durar nem 1 minuto. Assistimos em silêncio. Pronto. Fechou o capô. Nos despedimos, entramos no carro e cada qual seguiu seu caminho rumo à zona oeste da cidade. Estava certa de que tudo acontece por uma razão, embora muitas vezes não saibamos exatamente qual.

PS.: O filósofo espanhol José Ortega y Gasset (cuma!) definiu ENSAIO como "a ciência sem prova explícita". Só pode ser isso, mesmo.

Dê uma "espiadinha" no site da encantadora de plateias Ariane Ferrari, que também manja tudo de cozinha e de mecânica!