Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia: prêmio de Melhor Atriz no festival CinePE 2017. Estreias: “Onde Quer Que Você Esteja” (longa/ Macondo Filmes SP); “Causa Mortis” (curta/ LRJ Filmes), “África da Sorte” (série/ TV Brasil), “15 Segundos” (longa/ prod.: Antonio Fagundes). Brenda está nos longas “Todas as Cores da Noite” (Pedro Severien), “As Melhores Coisas do Mundo” (Laís Bodanzky), “Sangue Azul” (Lírio Ferreira), “Bruna Surfistinha” (Marcus Baldini). Atuou nas séries de televisão “Sob Pressão” (Rede Globo), “A Mulher do Prefeito” (Rede Globo), “Beleza S/A” (GNT), “9mmSP” (Fox), “Somos Um Só” (TV Cultura). Formada em Comunicação Social na Faculdade Oswaldo Cruz/ SP. Cursou Técnico Profissionalizante em Teatro no Teatro Escola Macunaíma/SP. Em Teatro, foi dirigida por Wagner Moura na leitura dramática do espetáculo “Tchau, Querida”. Cursou Ciências Sociais na University of the West Indies (Trinidad & Tobago, Caribe) e Francês em Vevey (Suíça). Idiomas: Português, Inglês, Francês. Publicidade: Vivo, Santander, Sebrae, Coca-Cola, Mc Donald’s, Nossa Caixa, Nestlé, Nextel. Também APRESENTADORA e videomaker. CONTATO: brenda.ligia@hotmail.com

28 de outubro de 2009

O Poder do Soul

Eu, ser complexo que sou, entre tantas outras, tenho as duas seguintes características (e olha que não sou mulherzinha de nutrir frescuras vãs!):
Primeira- tenho gastura de melado. Coisas que grudam, colam em mim, sabe? E não é metáfora. Dedos besuntados de Leite Moça, sola de sapato gosmentada de chiclete, cola adesivada na pele... aff, me faz mal. Arrepio. Que gastura! Existe a palavra MELADOFOBIA?
E segunda- não gosto de ficar assistindo a videoclipes. Não me deem dvd de show. Gosto de música ao vivo; pela tela, não. Nem que seja o James Brown: eu não ligo.

Tá. Daí, ontem, hora do rush (se bem que agora qualquer hora é hora), garoinha fria na capital, eu na frente do shopping Frei Caneca... convidativo: resolvi escolher meu primeiro filme da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo - O PODER DO SOUL (documentário sobre um show que fizeram na África, quando eu nem era nascida).

Entrei. Sentei. E fiquei vendo James Brown cantar, dançar, pular, tocar. Também B.B. King. Miriam Makeba. Celia Cruz. E até Muhammad Ali, falando mais que o homem da cobra; quase um Jair Rodrigues. As pessoas, na sala de cinema, se ouriçavam quando aparecia o povo de calça boca de sino, de tecido colorido. E eu ali.

Acabou o filme. Titubeei no "regular", mas votei no "não gostei". Depositei na urna, quase escondida (sim, porque imagino quantas pedras me jogarão pelo meu embate com Soul Music, ó! Que nem quando eu falo que não gosto de rock; querem me matar, me humilhar, me crucificar!).

Na saída, encontrei o Rodrigo Brandão (do Mamelo Sound System), que me disse "filmaço, hã?". Fiz que sim com a cabeça e saí querendo meus 14 reais de volta. Humpf. Eu queria ter visto a África. Conhecido o Zaire. Os costumes locais. Me situar nos anos 70. Eu gosto é de gente. Mais que de música. Pronto, falei.
E parei.
*Quem quiser assistir O Poder do Soul, tem dia 30, às 22h, no mesmo shopping Frei Caneca, e também dia 31, às 21;50h, no shopping Bourbon. E é isso.

Bala na Agulha

Esse é o nome do último livro que li. De grife, bem: Marcelo Rubens Paiva (satisfação garantida ou seu dinheiro de volta). Olhei, comprei e devorei numa sentada só (foi deitada, na verdade).
É daqueles livros que te transforma numa Amy Winehouse; viciada. "Vou ler só mais uma hora" - e lá se foram duas. "Então, quando der uma da manhã, eu paro" - até que o relógio acusa 2:37h. É assim. Bala na agulha (de 94, acho?).
E é "unissex": romance policial com muita ação, suspense, drogas, prostituição, submundo, poder, dinheiro, fracasso... amei! Recomendo. Delicioso é viajar por Nova York, Lima, Brasília, Miami... tudo sem sair do lugar. Obrigada, Marcelo. Até sonhei com os bastidores do poder, no congresso nacional. E com otras cositas más. Por causa de você.


*Ter bala na agulha é estar municiado de recursos, sendo capaz de realizar algum evento com rapidez e com boa qualidade (dinheiro, poder, etc).

26 de outubro de 2009

Pra inglês ver

*algo feito apenas para preservar as aparências, sem que efetivamente ocorra*
Sábado me senti patriota: orgulho de ser brasileira! Levamos um amigo inglês pra passear na "discoteca" mais fervente de São Paulo, A LOCA (perto do coração da cidade, Avenida Paulista). Justo eu, que para tolerar o gênero musical "putz-putz", tenho que estar com muita boa vontade na ideia. E estava. Fui junto. Me diverti. Que orgulho de ser brasileira, ali numa balada cheia de brasileiros "do bem". Todos com um intuito comum: diversão, sem penetrar no caminho de ninguém.
Nosso amigo gringo, Mr. English, se divertia a valer. Fazia sucesso entre os jovenzinhos emotivos que transitavam no local, vindo abordá-lo. Eu traduzia tudo e explicava, solícita, as diferenças entre as baladas de Londres e as de SP, entre tantas outras coisas. Meu amigo, primeira noite no Brasil, vibrava com o clima, com a música, com os rapazes...
"Vamos embora, já é tarde" - resolvemos, lá pelas tantas. Todas concordamos que Mr. English deveria ficar mais, voltando pro hotel de taxi, quando bem entendesse. "I'm on vacation, I'll enjoy", que quer dizer "estou de férias, vou aproveitar" -ele disse, tendo como resposta gritinhos quase histéricos que saíram espontaneamente (e em coro) das bocas das meninas presentes (eu inclusive). Sábia decisão hedonista, pensei.
A parte boa da história, "pra inglês ver", termina aí. Desse ponto em diante o que vier é desfecho trágico ou consequência violenta.
No dia seguinte, após meio dia (óbvio), alguém resolveu ligar pra ele pra saber se queria almoçar fora. E nada de atender. Clima tenso. O dia inteiro extendendo o suspense; e nada dele atender telefone. Até que resolveram ir até lá. Tamanho foi o choque ao verem que ele foi ESPANCADO. Está com olho roxo, braços cheios de hematomas, com dificuldade pra respirar, coitado. Murchou por completo; não mais sorri, é um ser pequeno numa terra estranha, inóspita. Está nu. Sim, é uma metáfora.

Mr. English, nosso novo amigo gringo, gente boníssima, que apanhou na primeira saída aqui em São Paulo, disse que não se lembra de nada, absolutamente nada. Do momento seguinte a nossa partida na noite anterior, tudo é black out e dor. A da alma ainda maior que a física. Ele só sangra por dentro; está coagulado.

Hoje, terceiro dia no Brasil, está sem celular, sem relógio, sem dinheiro (levaram), e, sobretudo, sem vontade de viver a vida e aproveitar as férias (roubaram). Eu, com vergonha de ser brasileira. E, pra testar sua fé, Deus ainda mandou uma chuvarada forte de segunda-feira braba, só pra alagar toda a cidade e deixar Mr. English chovendo baixinho e sozinho.

*sobre a expressão "pra inglês ver": a origem da expressão tem várias versões, mas provavelmente deriva de uma situação vivenciada no Período Regencial da história brasileira. Os britânicos, que tinham explorado a escravidão durante mais de duzentos anos, sobretudo monopolizando o tráfico de negros africanos, passaram a liderar os movimentos antiescravistas. Em 1826, a Inglaterra obrigou o Brasil a firmar um tratado de abolição do tráfico, o que não foi efetivamente cumprido, fazendo circular pela Corte o comentário de que o Regente Feijó fizera uma lei só "para inglês ver" - fonte Wikipedia.
PS.: Agora é tarde e vou dormir. Boa noite, cinderela...

23 de outubro de 2009

Isso é coisa de CINEMA!

Paris a Gosto foi exibido no cinema Matilha Cultural, com direito a esquete de comédia (Dra. Herculana Maria). Num pseudo-coquetel, muitos amigos reunidos. Obrigada a todos que compareceram, em nome da Mexerica Filmes. E em 2009, Matilha Cultural bombando na Mostra Internacional de Cinema (SP).
PS.1: Obrigada, também, aos amigos bons que estavam presentes "em espírito"! Vejam o vídeo do que "rolou na noite".
*A música deste vídeo é de um grande músico chamado MUNHOZ. Se chama PASSEIO NOTURNO. Está, também, no filme. Ele me autorizou. E ontem prestigiou. Obrigada, Tiago! (sem hagá?)

PS.2: Obrigada Ismael, pela projeção. Irmãos Carneiro, pela cópia, apoio, paciência e "tamu-juntice". Clarence, Ju, Titão... valeu! E, Ricardo, OBRIGADA POR ME EMPRESTAR SEU CINEMA! Que bom saber que a Matilha está aí pra isso! (viu, gente?)

PS.3 (e último): mistério não solucionado -dois amigos de tenra infância, a Geovana e o Lell Trevisan, que eu não via há 20 anos, apareceram por lá. Mas isso não foi registrado pelas câmeras. Assim como o Criolo Doido. Será que foi tudo sonho?

"Sonho que se sonha só é só sonho. Sonho que se sonha junto, é realidade" - Raul Seixas, que maluco...

20 de outubro de 2009

Zumbis

Locação: praça no centro da cidade.
(Suja, escura, podre)

Como zumbis, seres se agrupam em torno de uma causa comum: decadência sem elegância. Crack. Mata.
Chegam num bando de uns 8. Param na esquina. Conversam. Se movimentam muito, e rapidamente. Fissura.
Então começam a surgir outros; inúmeros deles. Brotam tal qual passe de mágica, como se surgissem das trevas, do solo, do nada. Do vazio.
O de capuz atravessa a rua, com seu gingado à la maloca, inconfundível. Junta-se ao bando. E também vem o mendigo com cobertor nas costas. E o cara de bicicleta. E uma mulher muito magra, pele e osso, praticamente. E tantos outros, todos iguais, incontáveis. Agitam-se, juntos. Articulam. Trocam coisas, físicas e espirituais: só energia ruim, dá pra sentir de cara.
Logo, ouve-se o clicar de isqueiros impiedosos, que, em flash brusco, queima neurônios um a um, carbura sonhos e vontades, destroi o desejo de viver e acende a chama que os queimará no fogo do inferno.

E não me refiro àquele inferno clássico, religioso, não. Estou falando do próprio inferno no qual eles já vivem. O inferno de estar numa praça no centro da cidade, numa segunda-feira besta de outubro, às 3 da manhã chuvosa, atrás de crack em rodinha de nóia. Em cada rosto, uma expressão de desgosto. Pessoas vazias. Tristes. Olhares perdidos, que não veem nada. Que inferno deve ser não ter vontade de preservar o único bem precioso: a própria vida!

O carro de polícia se aproxima, vagarosamente. Giroflex ligado, para ser notado. Olham. Dispersam, como moscas que circundam excremento. E seguem, então, para uma próxima esquina, em busca das mesmas coisas que nunca vão encontrar. Só vazio e dor. Abandono e fraqueza. Sucumbem. Morrem. E talvez a morte física não seja pior que a deles... anseiam por isso.
Seria sua libertação, finalmente?
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PS.: Agora, madrugada dessa mesma segunda-feira, eu, quentinha e confortável aqui no meu leito, escrevo esse texto numa respirada só. Tudo que vi foi da janela da locação, pois estamos filmando no centro da cidade. Horário de verão, o dia chegou. E termino aqui meu singelo relato, na certeza de que, para aqueles zumbis, nunca vai amanhecer. Noite, noite, noite sempre... tipo inverno na Finlândia, aff, imagina.

18 de outubro de 2009

Toda atriz queria ser cantora?

"Por quê toda atriz queria ser cantora?"
Manga, montador do longa O Doce Veneno do Escorpião

Foto: Ju Vilas (a gloriosa Pássara, Urblog) - que escreveu, entre tantas outras pérolas, um texto de-li-ci-o-so sobre essa nossa noite no karaokê. Está aqui, ó:
http://urblog.com.br/2009/10/16/noite-de-gloria-deborah-brenda/
E tcham tcham tcham tcham!
SERVIÇO COMPLETO: a moça não é fraca, não. Também postou lá, no urblog, um vídeo sensacional, registro do nosso momento "mamãe quero ser cantora". Todas nos esguelando ao som de HELP dos Beatles. Um primor, minhas meninas!
(gente bonita, clima de paquera e presença de famosos, ahá... vê lá!)

Paris a Gosto - filme de Brenda Ligia


curta PARIS A GOSTO -um filme de Brenda Ligia
quinta, 22 de outubro - 21h - GRÁTIS
CINEMA MATILHA CULTURAL (69 lugares)
Rua Rego Freitas, 542 -centro/ São Paulo
(sabe a praça Roosevelt? fone: 11 3256.2636 )
OBA!


Duração: 27min e 27s
Sinopse:
No ano da França no Brasil, a atriz Brenda Ligia percorre as ruas de Paris interagindo com a cidade e mostrando tudo tal como é, sob sua ótica pessoal e particular. Percorre roteiros tradicionais de forma alternativa, mostrando as atrações de Paris sob um olhar particular. Nunca esquecendo, é claro, as pessoas que ali transitam.

"Um registro despretensioso e bem-humorado" - Napoleão Bonaparte

14 de outubro de 2009

Filme

Cássio Gabus Mendes e Brenda Ligia (só gente boa no elenco de Doce Veneno do Escorpião, hehehe...).
A GALERA: Fabíula Nascimento, Cássio Gabus Mendes, Sérgio Penna, Silvana Penna, Débora Secco, Cris Lago e Brenda Ligia. Existe vida fora do expediente!

Momento KELLY desenha: as garotas do privê da Larissa.

Dona Larissa fuma, Kelly almoça... assim que é, abuso do poder (Brenda Ligia e Drica Moraes no ensaio nosso de cada dia).
*IMAGEM OCULTADA*
(e pobre da atriz que não souber ser feia, acabada e mal-amada, ainda que por um tempo...)