Brenda Ligia-Cinema,TV,Teatro

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Brenda Ligia, atriz. Estreias em 2017: “Onde Quer Que Você Esteja” (longa da Macondo Filmes/SP); “Causa Mortis” (curta da LRJ Filmes/PE), “Sob Pressão” (série da Rede Globo/ direção: Andrucha Waddington) e “África da Sorte” (série da TV Brasil/direção: Renata Pinheiro). Brenda está nos longas "Todas as Cores da Noite" (Pedro Severien), "As Melhores Coisas do Mundo" (Laís Bodanzky), "Sangue Azul" (Lírio Ferreira), "Bruna Surfistinha" (Marcus Baldini). Atuou nas séries de televisão "A Mulher do Prefeito" (Rede Globo), "Beleza S/A" (GNT), "9mm SP" (Fox), "Somos Um Só" (TV Cultura). Também é apresentadora e videomaker (roteiriza, dirige e monta curtas autorais). Protagonizou diversos comerciais e videoclipes musicais. Estudou no Teatro Escola Macunaíma/SP; atuou em comédias, musicais, infantis e dramas. Foi dirigida por Wagner Moura na leitura dramática do espetáculo “Tchau, Querida!”, de Ana Maria Gonçalves, no Auditório Ibirapuera (nov/16). É formada em Comunicação Social pela Faculdade Oswaldo Cruz/SP, cursou Ciências Sociais na University of the West Indies (Trinidad & Tobago, Caribe) e Francês em Vevey (Suíça). CONTATO: brenda.ligia@hotmail.com

30 de abril de 2008

Tem portuguesa no ônibus!

O TIGRÃO DOIDO PRA DAR UMA ENCOXADA, ÓIA! (aff...)
Surreal! Um ônibus cheio de velhinhos de Portugal!

(olha a rima)

Sentei ao lado, conheci e entrevistei uma senhorinha portuguesa chamada Milintina. Esse é o nome dela, sim. Disse que é quase tão comum quanto o tradicional Maria. Na verdade, ela me disse que o comum mesmo é Maria Milintina. Sei... deve ser tipo "Rita de Cássia" deles.

Foi divertido! Todo mundo ficava olhando, sem entender bulhufas! (Não vou falar "DONA" Milintina porque isso deve ser coisa de brasileiro! Que nem "SEU" Ivanildo e etc). Eu sei que com a barulheira do ônibus não dá pra entrevistar ninguém, e que eu estava segurando o celular muito pra baixo (tem até close das peitola da "Dona" Milintina, tadinha!). Da próxima vez, pensarei em tudo isso. Por enquanto, fica assim mesmo. Difícil de entender, mas as partes inteligíveis já bastam para absorver o contexto.

Aliás... vou falar uma coisa: hoje foi meu último dia num ônibus. Pelo menos, regularmente. Ah, não dá... a lei de Murphy determinou que o 917H seria o ônibus mais cheio de todas as linhas da Santa Brígida! Aff. Ou seria da Gato Preto? Ou Gato Afro-Descendente? hahaha

(não, não dormi com o Bozo, Varallo)

E hoje, na volta pra casa, depois de um (não tão exaustivo) dia de trabalho como digna e respeitável professora de inglês da escola de idiomas, peguei o ônibus às 21h como se fosse 6 da tarde, hora do rush. Todo mundo de pé. Eu não acreditava numa coisa daquela. E eu crente que ia voltar pra casa sentada, lendo meu livrinho em paz, sem reclamar... digna de uma madame do proletariado! Mas ah... não. Fiquei de pé até 10 da noite. Aff.

Meninas que andam de ônibus, absorvam esta dica: meu truque para não ser encoxada no corredor. É só levar nas costas uma baita duma mochila do High School Musical, inflada com livros, evangelhos, textos, sombrinha, blusa de frio, kit de make-up, hidratante para as mãos e unhas... assim, malandro não tasca. hehehe... politicamente correto ou não, é melhor do que ter surpresas desagradáveis pelo caminho. Ninguém quer saber de "drops". Aff. Que nem um dia que cochilei no assento solitário do ônibus (sabe qualé?) e algo pontudo me acordou. Era um barrigudinho cutucando meu ombro, AFF! NOJOOOOO mortaaaaaaaaal!

E hoje tinha um malandrão, mesmo! Era um tiozão que estava na flor da idade; o pângua devia estar com a testosterona em ponto de bala, porque não é possível uma coisa dessa! Sabe, do tipo que puxa papo com todo mundo, o tempo todo, a dar com pau? Detalhe: todas as "vítimas" eram mulheres. Boçal.

-Se este está lotado, é sinal que o outro vem vazio -disse o infeliz.
Eu, com meu grau de simpatia na escala menos oito, nem monossilabicamente respondi. Simplesmente me recolhi por trás das minhas lentes corretivas obrigatórias (astigmática ou hipermetrópica?). Óculos de grau ajudam a impor respeito e acentuam meu ar de "estou cansada, um poço de stress, nem se atreva a sorrir pra mim!".

E o tiozão simplesmente tarava as menininhas! Acompanhava as conversas de amigas que voltavam da escola pública. Acompanhava não só com o olhar, mas também com o pescoço! Um tremendo cara-de-pau! Olhava decotes, nem disfarçava (sim, tinha mulher com decote mesmo nesse frio!) Era um nojento! Aff. E, no trajeto de uma hora em pé (trânsito pré-feriado é de matar, né?), ele tentava, avidamente, manter contato visual! aaaaaaaaaaargh!

Se a janela do ônibus tivesse uma tela de náilon, eu teria cortado pra arremessá-lo pra fora, à la Nardoni (ish! Piada indelicada, da minha parte?).

E, se existe algo difícil de ser dominado, é o jogo do feio. É quando algum feio tenta travar contato olho-no-olho com você, num recinto fechado, e você tenta a todo custo não olhar, mas vira e mexe não escapa "com vida", vitoriosa. Sabe como é? Você pensa "eu não posso olhar pro feio, eu não posso cruzar olhar com o feio, eu não posso..." e de repente, lá está você, por uma fração de segundo, que seja, trocando olhar com o feio! aff. Bate um arrependimento!

E esse tiozão ainda tinha pele de delegado. Sabe? A famosa "areia mijada". Aff... como eu estou naipe "baixo calão", hoje, né? Acho que é porque acabei de descer do Terminal Pirituba. Aff. E quando o Clodovil chamou não sei quem de feia, lembra? Foi um auê. Mas o povo esquece rápido, hehehe. Então eu nem ligo.

E o tiozão era do tipo que, não contente com o embate intangível dos seus olhares de tarado, ainda por cima tentava aproximação física! aaaaaaaaaaargh, de novo! Ele "sutilmente" fazia com que sua mão "escorregasse" do apoio, a cada curva da Cerro Corá! aaaaaaaagh, me acode!

Conclusão: peguei trauma. Aff. Chega. De volta à agonia automobilística. Eu, enlatada. Fritando no trânsito. Suando que nem uma porca (essa foi só pra fechar com chave de ouro).

PS.: O título é a portuguesa Milintina, mas o texto é sobre o Tigrão. Não tem importância, porque o vídeo é auto-explicativo. E a história do Tigrão repousa no coração (fecho com esta rima pobre).
"NÃO IMPORTA SE É POBRE. O IMPORTANTE É QUE VEIO COM SAÚDE."

Último PS (post scriptum?): Sí, yo hablo portuñol. Caballeros Solitários. Amém.

27 de abril de 2008

O MENDIGO BONITO




Existem no mundo dois tipos de pessoas: as que continuariam sendo suas amigas caso você se tornasse um mendigo, e as que simplesmente te ignorariam por completo, dizendo que você tinha passado dos limites da linha de pobreza e etc e tal.

E, quer queiramos, quer não, conhecemos gente dos dois tipos. E nós mesmos podemos transitar entre os dois mundos! Analisemos meu caso, por exemplo. Enquanto pessoa física e professora de inglês, percorro habitualmente um trajeto arborizado e levemente sinuoso pelas ruas de Perdizes, 100% Z.O., sempre encontrando pelo caminho o mesmo mendigo.

Uma pessoa invisível, que certamente sente sua invisibilidade pelo olhar das pessoas; são olhares desgostosos, que reprimem o cheiro de quem não toma banho, que temem alguma reação pública de protesto quanto a sua miséria evidente.

Mas este mendigo é diferente. É resignado. Como se soubesse o lugar que ocupa, ainda que este tenha lhe trazido a insanidade mental. Sim, ele fala sozinho, chia, resmunga no ponto de ônibus da Alfonso Bovero às 8 da manhã. E depois se acalma. E olha em volta, observa tudo... como se procurasse entender, ou então como se seus olhos estivessem perdidos no vazio da cidade. E estão, mesmo. Ele, mais ainda.

Imagine como se sente: ali, estático, no ponto de ônibus, talvez compreendendo que, por sua causa, especificamente neste dia, todos os bancos ao lado do qual ele estava sentado, estavam vazios. E, no raio de 4 metros, todos de pé, a sua volta. Eu também. Sim, porque ele cospe no chão. E tem os pés descalços e as unhas longas. São unhas longas, em mãos bonitas. Ele tem mãos de mulher, daquelas que trocam fralda em
propaganda de bebê (sobre as quais meu irmão, indelicado ao ver a foto do mendigo bonito, disse que eram unhas para se coçar o saco escrotal. Aff).

Um mendigo bonito, sim. Com olhos claros: azuis, acho. Comentei com meu namorado, e ele me disse que não entende quando as pessoas comentam sobre o nascimento de algum bebê e dizem: "nasceu com olho azul e tudo!". Como se o fato de o bebê ter olhos azuis fizesse alguma diferença no que quer que seja. E então eu dei risada; olhando no fundo de seus olhos azuis (nos do meu amado lindo, não nos do mendigo bonito).

E com toda razão. Aliás, li essa semana num jornal xis, uma coluna de um jornalista xis, dizendo que, o ser humano que se orgulha da cor da sua pele (aplica-se, também, a cor dos olhos), qualquer que seja ela, deve seguir o seguinte conselho: não seja ridículo. Tem toda razão; adorei. Mas não guardei na memória seu nome, por pensar que nunca iria precisar decorar esta informação.

E, hoje, domingo à noite, preparo-me para ir para a cama, na certeza de novamente, amanhã, encontrar, pelo caminho, o mendigo bonito, mais uma vez. Ali, sentado, esperando o futuro chegar.
E será que as antigas namoradinhas do mendigo bonito passam por ele e ainda o cumprimentam? Duvido. O ser humano é assim, mesmo.

24 de abril de 2008

ÔNIBUS LOTADO!

O RETRATO DO TRANSPORTE PÚBLICO EM SÃO PAULO: só entra gente, e ninguém sai. Não precisa nem segurar: a pessoa já pára em pé por si própria. Calor humano. Aff. TERMINAL PIRITUBA, 917H. Este vídeo foi feito em tempo real, sem cortes; e o motivo pelo qual eu não havia passado pela catraca, ainda, é que simplesmente não se passava pela catraca, pois NINGUÉM DESCIA! E em cada ponto subia gente. Eu contava pelos pés... era uma leva de 6, 7, 4 pessoas por ponto. E eu, sentadinha naquele canto especial... a escada da porta que não abre. Esse lugarzinho já virou hit. Hoje, por exemplo, só tinha uma vaga. Ali vão, sentados e satisfeitos, 2 indivíduos que se contentam com pouco - e agradecem por permanecerem sentados durante os próximos 60 minutos (aproximadamente). Se chover ou se às sexta, demora bem mais... ih!


ALÔ, DTP! DTP = Departamento de Transportes Públicos


O Departamento de Transportes Públicos (DTP) criado pela Lei 7.698, de 24 de fevereiro de 1972, é o órgão da Secretaria Municipal de Transportes (SMT) responsável vistoria e fiscalização dos serviços de transporte realizados.
Por meio de sua empresa contratada, a São Paulo Transporte S.A. (SPTrans), o DTP também estuda, orienta, estabelece itinerários e pontos de parada e fiscaliza os veículos do sistema de transporte coletivo por ônibus.

SE A SPTRANS NÃO RESOLVE, QUE TAL APELAR PRO DTP?
Ei, alguém do DTP! Pega o ônibus 917H- Terminal Pirituba (Av. Paulista, Dr. Arnaldo, Heitor Penteado, Cerro Corá...) às 5:00pm, pra ver o que é bom pra tosse!

TEM QUE RESOLVER!

E depois ainda perguntam: por quê não dá pra usar transporte público em São Paulo? Por que o trânsito cada vez piora mais? Imagine só um terremoto numa hora dessa... acho que nem iríamos sentir. Ou não. Aff!



18 de abril de 2008

Eu sou normal, Doutor?



HOJE EU FUI AO MÉDICO E PERGUNTEI SE EU ERA UMA PESSOA NORMAL.
SURPREENDENTE: VEJA O QUE O DOUTOR ME RESPONDEU!

9 de abril de 2008

MISSÃO CUMPRIDA!



Aos filantropos que conhecem algum advogado de bom coração (ou que o sejam):

Batizei de Missão Cumprida porque gosto de fazer vídeos (E DAÍ que é no Windows Movie Maker? W.M.M também é gente! Humpf!) - portanto, para mim, a missão está, de fato, cumprida. Afinal, o que mais me resta fazer para ajudar Seu Ivanildo, enfim? Dar-lhe um prato de comida? Suco Tang acompanha? Qual sabor?

Hoje, pela primeira vez não me curvei ao conformismo (velado, abafado, angustiado) com o qual o Sr. Ivanildo é obrigado a lidar, diariamente, cada vez que reflete sobre sua vida. E há reflexão.

E a ele, Sr. Ivanildo, mais um Silva do nosso imenso Brasilzão Véio (clichê?!), não resta opção a não ser carregar consigo, em sua "lomba" (coloquial), a sórdida constatação de sua impotência enquanto cidadão que almeja seus direitos aquém do grito de sua garganta. Sr. Ivanildo não é um artista, propriamente dito. Ele tampouco é catador de lixo. Ele é reciclador: a profissão na nova era. E tudo bem. O planeta agradece. Ele também agradece, a Deus. E só quer receber o que lhe pertence. Pra você, 250 reais. Pra ele, 250 MIL reais.

Sr. Ivanildo talvez tenha se cansado de paliativos e queira ser ouvido. Não merece ser calado com um prato de arroz com feijão, nem com sanduíches de mortadela, apesar de confessar que já fiz isso, sim. Com suco de caju à parte, claro. Missão cumprida, para mim. E agora começa a sua: de enviar para algum advogado... ou para todos.

Mmm... sinto um quê de Lei da Atração, aqui (Ah... e agora, os céticos emitem ruído voraz, em coro!). Falem o que for, mas algo me diz que as forças do Universo estão conspirando para que Seu Ivanildo consiga o que deseja. Algo que diz que, aparecerá um alguém que queira ir atrás de um advogado que DESAPARECEU DO MAPA com os 250 "mil" reais do Seu Ivanildo. Se você sente que pode influenciar na vida deste homem, pule à etapa dois: MISSÃO A CUMPRIR.

Vale tentar... não é uma obrigação. É CARIDADE. Ou compaixão... solidariedade, talvez. Oportunismo, diriam outros. Enfim... fiz e tá tudo aí! Eu poderia estar matando, poderia estar roubando, mas não: tô fazendo vídeo no Windows Movie Maker (ah... me aguardem... em breve galgarei um degrau na escala profissional de movie-maker-maníaca! Me disseram que é um tal de "Vegas"? Não o da Augusta... *gracinha barata).

Ah, aliás... seria TÃO BOM se pudéssemos fundar um clubinho dos Movie Maker Maníacos, hein? Que tal? Me encarrego de enviar, via correio, todas as carteirinhas dos sócios (assim que a greve dos correios acabar, é claro! Ou já acabou?). E podemos criar temas quinzenais. Ou quiçá mensais. E criar um canal próprio. Ou então tudo livre, como na extinta A.L.I. (Associação Livre de Idéias) ou então a global Verbaliza National. "Ou não", como diz "o outro" (quem?).

1 de abril de 2008

O primeiro "post" a gente nunca esquece...

Pronto. Finalmente, criei meu blog. E agora, aqui vai o primeiro post.
Meu amigo-mentor, o Ra Ra Ra Ra Rapha, disse que teve a mesma dificuldade: escrever o primeiro post foi um suplício. Bonita palavra: suplício. Melhor que martírio.
Que delícia brincar com as palavras... no domingo fiquei fazendo o "jogo do dicionário" com meu cônjuge (outra palavra bonita: "cônjuge"). E foi divertidíssimo. Ah... a rica língua portuguesa! Adoro. Pena que algumas pessoas fazem questão (ou seria "questã", feminino?!) de assassinar nosso português abrasileirado.
Ufa, pronto... acabou o primeiro post. Tá escrito. Maktub. E agora agüenta...
(e acabaram abolindo a/o trema, ou não?)